Dignidade humana e missão evangelizadora
Pastoral Carcerária reúne 29 dioceses em Assembleia Estadual em Santos
Entre os dias 15 e 17 de maio, a Diocese de Santos sediou a Assembleia Estadual da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O encontro reuniu representantes de 29 dioceses do Estado de São Paulo, promovendo momentos de espiritualidade, formação e partilha, com o objetivo de fortalecer a missão da Igreja junto às pessoas privadas de liberdade. A assembleia contou com a participação de 115 integrantes da Pastoral Carcerária, entre eles 20 padres, três diáconos e quatro seminaristas — dois deles pertencentes à Diocese de Jundiaí.
A programação abordou temas centrais para a caminhada pastoral, como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o processo sinodal e os desafios enfrentados no sistema prisional brasileiro.

Também houve espaço para escuta e diálogo com familiares de pessoas encarceradas, egressos do sistema prisional e instituições parceiras, ampliando a reflexão sobre a realidade vivida nos cárceres e a necessidade de promoção da dignidade humana.
A Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária, Irmã Petra Pfaller, destacou a presença da Pastoral em cerca de 90% das dioceses brasileiras, levando assistência espiritual e apoio às pessoas privadas de liberdade. Segundo ela, a missão da Igreja nos presídios é “encontrar o Jesus encarcerado”, sendo sinal de vida, respeito e esperança em meio às dificuldades enfrentadas pela população carcerária. No âmbito estadual, o Coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1, Pe. Marcos Silva, ressaltou os desafios vividos no Estado de São Paulo, que concentra o maior número de unidades prisionais e de pessoas privadas de liberdade do país. “A Pastoral tem a missão de ser ‘luz do mundo e sal da terra’, e a coordenação estadual é fundamental na animação dos grupos, dioceses e assessorias”, afirmou. Para a Coordenadora Diocesana da Pastoral Carcerária da Diocese de Santos, Maria das Graças, trata-se de uma missão marcada pela proximidade, pelo cuidado e pela esperança junto às pessoas privadas de liberdade.

A Assembleia também contou com a presença de Dom Luiz Antonio Cipolini, Bispo Referencial da Pastoral Carcerária no Regional Sul 1, que destacou o papel dos agentes pastorais como presença concreta da Igreja nos cárceres. “Os agentes da Pastoral Carcerária são a voz daqueles que o mundo quer calar. Muitas vezes, a pessoa privada de liberdade entra em um processo de desumanização, e a Pastoral é sinal de presença e dignidade”, enfatizou.

O Bispo Diocesano de Santos, Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, também participou do encontro e reforçou o compromisso da Igreja com a humanização do sistema prisional. Segundo ele, é necessário promover formas mais humanas de acompanhamento das pessoas privadas de liberdade, para que o período de encarceramento possa também representar um tempo de aprendizado e reconstrução da própria vida.
Ao final do encontro ficaram definidos os próximos encontros: Reunião em 07 de novembro, na cidade de Campinas e a data da Assembleia 2027, marcada para acontecer entre os dias 21 a 22 de maio, em Bauru(SP).
Colaboração: Claudio Roberto Mariano
Mensagem de Dom Luiz Cipolini à Diocese de Jundiaí
“Queridos amigos, nós aqui renovamos nosso compromisso de ser a presença da Igreja nos cárceres, promovendo um encontro com Jesus.
O que nós queremos é fazer com que Jesus esteja entrando, humildemente pelas nossas mãos, pelos nossos pés, pela nossa voz; Jesus entrando no cárcere, Jesus entrando nas prisões.
Nós sabemos que ele já está lá, mas é ele mesmo que no Evangelho nos envia; Ide e Evangelizai!”. Esta é a missão da Pastoral Carcerária: evangelizar, promover este encontro com Jesus.
Nós queremos que a Pastoral Carcerária esteja presente em todas as penitenciárias de todo o nosso estado. Nós temos muitas prisões no Estado de São Paulo e o nosso objetivo é esse, com a graça de Deus, vamos dando passos nesta direção.
E que Deus abençoe a todos os agentes de Pastoral da Diocese de Jundiaí, a Dom Arnaldo, que dá um suporte e incentivo muito grande para a Pastoral Carcerária.
Agradeço de coração ao querido amigo Dom Arnaldo e a todos os agentes de Pastoral Carcerária de Jundiaí.”
Entre os dias 15 e 17 de maio, a Diocese de Santos sediou a Assembleia Estadual da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O encontro reuniu representantes de 29 dioceses do Estado de São Paulo, promovendo momentos de espiritualidade, formação e partilha, com o objetivo de fortalecer a missão da Igreja junto às pessoas privadas de liberdade.
A assembleia contou com a participação de 115 integrantes da Pastoral Carcerária, entre eles 20 padres, três diáconos e quatro seminaristas — dois deles pertencentes à Diocese de Jundiaí.
A programação abordou temas centrais para a caminhada pastoral, como as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, o processo sinodal e os desafios enfrentados no sistema prisional brasileiro.
A Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária, Irmã Petra Pfaller, destacou a presença da Pastoral em cerca de 90% das dioceses brasileiras, levando assistência espiritual e apoio às pessoas privadas de liberdade. Segundo ela, a missão da Igreja nos presídios é “encontrar o Jesus encarcerado”, sendo sinal de vida, respeito e esperança em meio às dificuldades enfrentadas pela população carcerária.
No âmbito estadual, o Coordenador da Pastoral Carcerária do Regional Sul 1, Pe. Marcos Silva, ressaltou os desafios vividos no Estado de São Paulo, que concentra o maior número de unidades prisionais e de pessoas privadas de liberdade do país. “A Pastoral tem a missão de ser ‘luz do mundo e sal da terra’, e a coordenação estadual é fundamental na animação dos grupos, dioceses e assessorias”, afirmou.
Para a Coordenadora Diocesana da Pastoral Carcerária da Diocese de Santos, Maria das Graças, trata-se de uma missão marcada pela proximidade, pelo cuidado e pela esperança junto às pessoas privadas de liberdade.















