6 de julho de 2020

Jundiaí /SP

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Dom Gabriel Paulino Bueno Couto

O Servo de Deus Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, carmelita, nasceu em 22 de junho de 1910, em Itu, São Paulo. Ainda adolescente, ingressou no Seminário de Bom Jesus de Pirapora e, posteriormente, seguiu para o Convento dos Padres Carmelitas, em Itu, onde, em 1927, recebeu o hábito carmelita e realizou seu noviciado. Sua profissão religiosa foi realizada em 30 de dezembro de 1928. Realizou seu curso de
Teologia no Colégio Internacional Santo Alberto, em Roma, frequentando a Pontifícia Universidade Gregoriana. Emitiu seus votos perpétuos em 1931, e foi ordenado presbítero no dia 9 de julho de 1933, em Roma, onde permaneceu por 17 anos.
Foi sagrado bispo, aos 36 anos no dia 15 de dezembro de 1956, e exerceu seu ministério episcopal, na qualidade de Bispo Auxiliar, nas seguintes Dioceses: Jaboticabal (1946-1954), Curitiba (1954-1955), Taubaté (1955-1965) e São Paulo (1965-1966). Nessa condição, Dom Gabriel esteve presente em todas as sessões do Concílio Vaticano II (1962-1965).
No dia 21 de novembro de 1966, foi nomeado pelo Papa Paulo VI como primeiro Bispo Diocesano de Jundiaí – SP, onde permaneceu até sua morte, em 11 de março de 1982. De 1968 a 1971, foi também Administrador Apostólico da Diocese de Bragança Paulista.
Em 1972, foi um dos signatários do documento Testemunho de Paz: declaração conjunta do episcopado paulista. Essa declaração foi a primeira manifestação do episcopado brasileiro sobre as prisões e torturas cometidas pelo governo militar no Brasil. No funeral de Dom Gabriel, testemunhou o Cardeal Arns, Arcebispo de São Paulo: “Lembranças que vamos guardar de Dom Gabriel: um homem que reza e faz da sua vida uma oração… Parece que toda a sua vida se transformou numa oração, como o sol que passa por tudo para renovar a existência de cada qual que entrasse em contato com ele”.
Seu lema episcopal é inspirado no salmo 115,16 – FILIVS ANCILLAE TVAE (“Sou filho de tua Serva! ”), expressando a disposição de servir a Deus, na sua Igreja, com a humildade de um filho de Nossa Senhora. Homem de ardor missionário, cunhou a máxima: “Dar Cristo a quem não O tem e consciência de Cristo a quem já O possui! ”.
Seu ministério episcopal foi marcado pelo sofrimento devido ao tratamento de tuberculose pulmonar. Frade e pastor exemplar, foi reconhecido como um homem que colocou Cristo no centro de sua vida.
Sua última mensagem escrita foi: “Jesus é tudo para o padre!”. Seu túmulo está na cripta da Catedral Nossa Senhora do Desterro, na cidade de Jundiaí.

Prece de Dom Gabriel à luz da Constituição
Pastoral Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II
“Eu creio que Tu, ó Cristo, morto e ressuscitado
para todos, podes oferecer ao homem, por
Teu Espírito, a luz e as forças que lhe permitirão
corresponder à sua vocação suprema.
Eu creio que não foi dado aos homens sob o
céu outro nome, senão o Teu, ó Cristo,
no qual seja preciso se salvarem.
Eu creio que sob todas as transformações
permanecem muitas coisas imutáveis, que têm
seu fundamento último em Ti, ó Cristo,
o mesmo ontem, hoje e por toda a eternidade.
Eu creio, igualmente, que a chave, o centro e o fim
de toda a história humana se encontram
em Ti, nosso Senhor e Mestre.
Eu creio que, sob a Tua luz, ó Cristo, Imagem
de Deus invisível e Primogênito de todas as
criaturas, a Igreja esclarece para todos o
mistério do homem e coopera na descoberta
da solução dos principais problemas do nosso tempo”.

ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DO SERVO DE DEUS
DOM GABRIEL PAULINO BUENO COUTO, O.C.
Ó Deus, que enriquecestes o coração do bispo Gabriel Paulino com os dons do Espírito Santo e o fizestes pastor incansável e modelo perfeito das virtudes cristãs e conselhos evangélicos, dignai-vos manifestar os méritos do vosso servidor, elevando-o à glória dos altares para edificação da vossa Igreja e alegria do vosso povo, concedendo-me por sua intercessão a graça… (faz-se o pedido). Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.

Para comunicar as graças recebidas:
CÚRIA DIOCESANA DE JUNDIAÍ
Causa de Canonização de Dom Gabriel
Rua Engenheiro Roberto Mange, 400, Anhangabaú
Jundiaí-SP, Brasil
CEP 13208-240

 Memorial Dom Gabriel

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