Votações para os delegados ao Sínodo dos Bispos sobre a Juventude e discernimento vocacional

Dom Francisco Lucena, bispo de Nazaré (PE), presidente da Comissão dos Escrutínios, vota para delegados da CNBB. Os nomes dos eleitos titulares ou suplentes para o Sínodo só poderão tornar-se de domínio público, após a ratificação da eleição por parte do Papa Francisco.

Boa parte do trabalho realizado durante todo o dia desta segunda-feira, 16 de abril, nesta 56ª Assembleia Geral da CNBB, foi dedicada à votação para os delegados da Conferência que serão enviados à XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos que acontece, em Roma, entre os dias 3 e 28 de outubro de 2018.

O presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha, é o Relator Geral deste Sínodo e foi nomeado para esta função pelo Papa Francisco em novembro do ano passado. A figura do relator geral tem um papel de mediador, sendo responsável por introduzir e sintetizar os assuntos expostos pelos bispos durante a reunião do Sínodo.

Que temas serão tratados no Sínodo?

P. Padre Antonio Ramos do Prado, salesiano e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para  a Juventude e Paola Itagiba, no site grupo “Jovens Conectados”, respondem a questão dos temas da seguinte maneira: “Os temas centrais que serão discutidos no próximo Sínodo dos Bispos são: Os jovens e o mundo de hoje; Fé, discernimento, vocação; e Ação pastoral. Cada tema tem os seus desdobramentos. Quando se fala de um mundo que muda rapidamente, pretende-se chamar a atenção da Igreja para essa realidade na qual os jovens são protagonistas da mudança, mas também vítimas. Muitos jovens não encontram sentido na vida e não têm prazer, nem vontade, de pertencer a grupos que lutam por liberdade, fraternidade e igualdade“.

Na resposta deles, ainda se destaca a seguinte colocação: “Os pontos de referência pessoal e institucional parecem não funcionar mais para essa geração (hiper) conectada, que usa uma linguagem que os adultos desconhecem e com a qual não conseguem interagir. Outra preocupação do sínodo são as escolhas que os jovens fazem, na sua maioria não acertadas, por causa da fluidez das propostas e ao mesmo tempo da insegurança nos processos de escolha.No segundo tema – Fé, discernimento e vocação – o Papa apresenta reflexões importantes para entender o fenômeno juvenil no mundo atual. O Papa emérito Bento XVI lançou o ano da Fé (2012-2013), pois percebeu que a chama está se apagando“.

Agora, neste sínodo, o Papa Francisco percebe que o mundo contemporâneo exclui a fé e alimenta o ateísmo e o secularismo. Quando se fala de discernimento, o Papa Francisco aponta “três nascimentos”: o nascimento natural (como homem ou como mulher) em um mundo capaz de escolher e sustentar a vida; o nascimento do batismo, quando alguém se torna filho de Deus por graça; e o nascimento de quando acontece a passagem “do modo de vida corporal para o espiritual”, que abre o exercício maduro da liberdade. O grande desafio para a juventude é perceber esses três processos no cotidiano da vida“, afirmam P. Antonio e Paola.

E concluem: “No que toca à Vocação, o Papa agrega a dimensão da missão, pois todo processo de discernimento vocacional implica acolher a missão que Deus confia a cada um. O tempo é fundamental para uma tomada de decisão e a Bíblia é a fonte primeira que deve iluminar e fundamentar o chamado. É claro que estamos falando dos cristãos que buscam ouvir a voz do Senhor para serem discípulos missionários autênticos. Na sociedade do barulho, onde os jovens estão imersos, torna-se difícil ouvir a voz do Senhor, pois são inúmeras vozes e propostas que ofuscam a fé dos jovens e danifcam o discernimento. Aqui se faz necessário o acompanhamento. Aqui também o Papa apresenta três convicções. A primeira é a de que o Espírito de Deus age no coração de cada ser humano. A segunda é a de que o coração humano, por causa da fragilidade e do pecado, se apresenta sempre dividido. A terceira convicção é que no percurso da vida o indivíduo precisa decidir, fazer escolhas, não pode permanecer indiferente”.

Resultados das votações

Após cada escrutínio, o sistema de gerenciamento das urnas eletrônicas se encarregará da apuração dos votos. Serão emitidos relatórios individuais por urna indicando somente o nome do eleitor, para análise quantitativa de votos.

Os resultados, após a análise e aprovação da Comissão de Escrutínios, presidida pelo bispo de Nazaré (PE), dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, será apresentado para o presidente da CNBB para anúncio em plenário. Os nomes dos eleitos titulares ou suplentes para o Sínodo dos Bispos só poderão tornar-se de domínio público, após a ratificação da eleição por parte do Papa Francisco (Cf. Manual de Votação da 56ª AG).

Fonte: cnbb.org.br

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