Ser catequista é deixar-se transformar pelo amor de Jesus Cristo

A catequese hoje está passando por momentos de travessia de uma catequese simplesmente doutrinária para uma catequese vivencial e mistagógica e exige catequistas preparados, que se envolvam inteiramente ao desafio de seduzir o catequizando e seus familiares”.

MARISTELA FIORESE BARTIPAIA, COORDENADORA DIOCESANA DA COMISSÃO PARA A ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA.

“Deixar-se tomar pela mão de Deus e transformar-se por seu amor”, nesta frase encontra-se a máxima para vida vocacional do catequista, cuja missão de evangelizar, de anunciar a Boa Nova é uma obra de misericórdia. Ao catequista cabe a tarefa de ensinar e conduzir a criança, à luz da fé e em comunhão com a Igreja, aos Sacramentos da Iniciação Cristã. “Mas para que essa vocação aconteça é necessário 1- acolher e deixar-se acolher;

2- evangelizar a partir de si;

3- criar e ser criado;

4- deixar partir e desaparecer, pois ser catequista não é um trabalho, é ser”, disse o Padre Roberto da Silva Bocalete aos milhares de catequistas presentes na 27ª Concentração Diocesana, realizada em 19 de agosto. Padre Roberto é presbítero da Diocese de Votuporanga e foi o pregador do encontro. Ele fez uma profunda reflexão a partir do tema central do Encontro “Ano do Laicato: Catequistas, verdadeiros sujeitos eclesiais” e lema: “Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo (Mt 5, 12-14)”. O presbítero destacou que todo cristão é chamado a evangelizar, a catequizar, mas “ser catequista é ser testemunha de fé; ser catequista é dizer `sim` a uma vocação”.

No decorrer do evento, muito se falou a cerca da transmissão do saber de Jesus Cristo, recordando que é comum ouvirmos e dizermos também, que os pais são chamados a serem os primeiros catequistas dos filhos. Porém, o que temos visto, com frequência, são pais negligenciando esta missão; uns porque não receberam esta educação, e outros porque não conseguem ensinar, transmitir os valores cristãos aos filhos, por incontáveis motivos. Por isso, disse o sacerdote “A missão do catequista é especial! Lembrem-se, pois, de seu chamado e sigam no serviço da catequese, servir e amar”. Palavras que tocaram profundamente o coração do catequista Paulo Sérgio. Há um ano fazendo parte da equipe de catequistas da Paróquia São Paulo Apóstolo, em Cajamar, Paulo se emocionou ao recordar sua trajetória de vida e ao reconhecer que Cristo o ama e fez em sua vida um verdadeiro milagre. Aos 58 anos de idade, ele admite que para evangelizar é preciso deixar-se transformar pelo amor de Cristo.

A partir das reflexões propostas pelo pregador, os catequistas reunidos na Arca da Aliança-Mãe da Divina Providência, em Várzea Paulista, vindos das 11 cidades da Diocese sentiram-se valorizados, importantes e verdadeiros sujeitos eclesiais que querem fazer a diferença sendo sal da terra, ao transmitir o saber ao gosto de Deus; sendo luz no mundo, ao clarear onde só há escuridão; sendo também fermento na massa, ao levar coragem e força, e, por fim, sendo ramo da videira que é Jesus Cristo.

Os catequistas também rezaram e cantaram “A minha vocação é tua. Eu quero ser o barro nas mãos do oleiro. Eu quero ser, Jesus amado, como um vaso nas mãos do oleiro. Eu quero ser um vaso novo!”, referindo-se às confissões descritas no Capítulo 18, versículos 1 a 6, do livro do profeta Jeremias, que permitiu a cada um compreender o que é ser espelho da vocação e testemunha de Deus.

Testemunha de Deus como a catequista Guiomar Soares Dias Carmo, que no alto dos seus 62 anos de idade diz ter sido tocada no coração pelo amor de Deus e ter sua vida transformada, no dia de seu casamento religioso, 30 anos depois de estar casada apenas no Civil. “Foi mais que uma inspiração divina. Senti que precisava retribuir a Deus tudo o que ele me dava”. Desde então, Giomar colocou-se a serviço de Deus e da Igreja e vive com alegria. Ela é catequista da Perseverança, na Paróquia Jesus de Nazaré, em Cabreúva.

A Concentração de Catequistas 2018 terminou com missa presidida pelo Padre Geraldo da Cruz Bicudo de Almeida, assessor eclesiástico da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, que destacouque o catequista deve esvaziar-se de si, não cansar e ser obediente a Deus e a Igreja.

Concelebraram os padres José Roberto de Oliveira e João Brito Campos. O Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, que não pode estar presente, enviou uma mensagem de agradecimento e encorajamento aos catequistas “Animem-se e continuem fortes em sua missão”.

O Encontro, organizado pela Comissão Diocesana para a Animação Bíblico-Catequética, acontece anualmente no mês de agosto em comemoração pelo Dia do Catequista, celebrado pela Igreja em 26 de agosto. Em 2019, a 28ª Concentração Diocesana de Catequistas vai acontecer no dia 18 de agosto. A cidade de Itupeva foi escolhida para acolher os catequistas. Mas antes disso, no dia 23 de fevereiro acontece a 1ª Romaria Diocesana de Catequistas. O primeiro santuário a ser visitado será o Santuário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, em Jundiaí.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *