13 de julho de 2020

Jundiaí /SP

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São José de Anchieta evangelizou nossas terras e com amor apresentou a fé da Igreja aos que não a conheciam

Hoje, 9 de junho, é dia de São José de Anchieta, modelo de evangelizador e missionário de todos os tempos, que ensinou com a própria vida. Foi José de Anchieta que nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve levar em conta a cultura das pessoas ao qual se destina.

Patrono dos Catequistas, o santo deixou como exemplo a lição de viver aquilo que se ensina. Dedicou toda a sua juventude e inteligência, bem como toda a sua vida para trazer Jesus Cristo a todos os povos, no Brasil, especialmente ao povo indígena. Para se fazer compreendido, Anchieta fazia uma catequese moderna para o seu tempo por meio de peças teatrais, de músicas e de poesia. Comunicou a doutrina e a ética cristã; escreveu alguns Catecismos de forma que pudesse alcançar a compreensão dos indígenas, apresentando os ensinamentos de forma como eles mais gostavam, com perguntas e respostas. Mas não foi só isso, para auxiliar na compreensão dos ensinamentos fez a gramática Tupi e, com isso, ajudou seus colegas padres a entenderem mais os indígenas, que passaram a se confessar. Definitivamente, São josé de Anchieta reconheceu a dignidade e o valor do outro.

Neste dia, os catequistas são convidados a refletir sobre a sua missão de anunciar a Boa de Nova.

Mas quem foi São José de Anchieta?  – Breve biografia

São José de Anchieta nasceu em San Cristoban de Laguna, nas Ilhas Canarias, localidade pertencente a Portugal. Em 1553, foi encaminhado a missões em terras brasileiras e nomeado como segundo Governador Geral do Brasil.

Por ser Padre, na época, e ter um cargo alto na instituição, São José de Anchieta percorria diversos lugares na época, foi responsável pela criação da cidade de São Paulo e do município de Anchieta. Originalmente, “Os Passos de Anchieta” partia da cidade de São Paulo, antiga São Paulo do Piratininga, com fim da cidade de Olinda, em Pernambuco.

Completados 24 anos em terras brasileiras, ele é designado provincial, o mais alto cargo da Companhia de Jesus no Brasil. José de Anchieta tinha a função de administrar os colégios jesuítas e viajava para diversas cidades, que já existiam naquela época e depois de liberado de suas funções evangelizadoras, escolheu viver seus últimos anos de vida na Vila de Reritiba, atual Anchieta.

O Jesuíta era o responsável pelo Colégio São Tiago, na Vila de Nossa Senhora de Vitória, e por esse motivo fazia quinzenalmente o trajeto de Vitória até Anchieta. O Colégio administrado pelo Padre foi transformado em Palácio Anchieta e hoje é sede do Governo do Estado.

José de Anchieta morreu no ano de 1597 e foi beatificado pelo Papa João Paulo II e posteriormente canonizado pelo Papa Francisco em 2014.

Atribuem-se ao santo feitos prodigiosos neste caminho, como abrir poços batendo com uma vara no solo, conversar com onças ou convocar as gaivotas para sombrear o sol abrasador nas andanças que fazia, vergado por uma tuberculose óssea que lhe deixava corcunda ainda na mocidade.

Era conhecido como pai dos nativos. Estes, São José de Anchieta considerava desassistidos, por viverem alheios ao cristianismo. Em suas vindas de Reritiba, que os historiadores relatam se realizarem em inacreditáveis dois dias, costumava pernoitar nas Vilas de Guarapari, Ponta da Fruta ou Vila Velha, na ermida da Penha (hoje Convento da Penha). Os registros históricos o relatam como um andarilho lépido que caminhava a frente dos robustos guerreiros que o acompanhavam. Por conta disso, recebeu o nome indígena de Abara-Bebe ou Carai-Bebe (santo voador ou homem-voador), devido à rapidez com que caminhava.

 

Fonte: santuariodeanchieta.com/amar-e-servir-o-legado-de-sao-jose-de-anchieta-padroeiro-dos-catequistas/

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