30 de maio de 2024

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Papa chega à Hungria

Foto de Capa: Vatican Media

O Papa Francisco desembarcou na Hungria, nesta sexta-feira. Francisco foi saudado pelo Núncio Apostólico, Dom Michael Banach, e pelo embaixador húngaro junto à Santa Sé, Eduard Habsburg-Lotharingiai. Esta é a 41ª Viagem Apostólica do papa Francisco.

 

Encontro do Papa com a Vida Consagrada foto: Vatican Media

Encontro com os Bispos, os Sacerdotes, os Diáconos, os
Consagrados, as Consagradas, os Seminaristas e os Agentes da Pastoral

 

De volta à Hungria, após a viagem a Budapeste em 2021 por ocasião do Congresso Eucarístico Internacional, o Papa Francisco não se encontrou apenas com bispos e líderes religiosos, mas também com sacerdotes, seminaristas, diáconos, consagrados, catequistas e colaboradores das paróquias, “várias gerações unidas para saudar o Pontífice”. A Basílica de Santo Estêvão em Budapeste recebeu o grande grupo ao final da tarde desta sexta-feira (28).

Para o início do encontro – e antes do segundo discurso oficial do Papa no país – o presidente da Conferência Episcopal, Dom András Veres, deu as boas vindas. O retorno ao país depois de apenas um ano e meio, disse Bispo de Győr, é uma experiência de “proximidade pastoral” e de amor, retribuída pela união na fé em Cristo e no desejo de servir à Igreja, através do trabalho pastoral, mesmo neste momento de “grande transformação social, política, espiritual e religiosa” que vive a Hungria. E dom András acrescentou:

“Santo Padre! Não queremos ser espectadores inertes dessa mudança, mas participar ativamente dela, ensinando o Evangelho.”

“No entanto, todos os dias nos deparamos com novos desafios: a secularização, o hedonismo, uma certa indiferença aos valores do Evangelho, a dificuldade de transmitir a fé nas famílias, a escassez de vocações sacerdotais e religiosas, e assim por diante. Ao mesmo tempo, porém, há novas e bem-vindas manifestações de vida na fé: o crescimento do interesse pela vida na fé em algumas comunidades; novos movimentos católicos; o nascimento de escolas e universidades católicas; uma maior presença e envolvimento dos leigos na vida da Igreja.”

Os testemunhos da Vida Consagrada

Neste mundo em transformação, finalizou o presidente dos bispos da Hungria, “queremos testemunhar com autenticidade que Cristo é o nosso futuro”. Como fizeram pessoalmente na Catedral, falando diretamente ao Papa Francisco, um padre, um sacerdote greco-católico, uma religiosa e um catequista.

O Pe. József Brenner, sacerdote há 66 anos da diocese de Szombathely, deu o primeiro testemunho ao Papa Francisco, contando que o clero está rezando por duas intenções especiais: por boas famílias cristãs e por boas vocações sacerdotais, como a dele e dos dois irmãos, um deles o Beato János Brenner, brutalmente assassinado aos 26 anos de idade pelo regime ateu. Todos os três viraram sacerdotes, incentivados pelo pai.

Em seguida foi a vez do Pe. Sándor Kondás, sacerdote da Eparquia de Miskolc, responsável de estudo do Centro de Mídia Greco-Católica, que há 30 anos saúda os ouvintes da rádio, todos os dias, com as palavras: “Cristo está no meio de nós!” – “Ele é, e Ele será!”. Além de compartilhar da gratidão por essa experiência de fé, também agradece a Deus “por ter nascido húngaro, greco-católico, pela semente da vocação sacerdotal” e pelos 6 filhos, um deles com síndrome de Down, que “o Senhor também ajudou a aceitar as habilidades e condições de saúde”.

Já do testemunho de Irmã Krisztina Hernády, da Ordem Dominicana (Hódmezővásárhely), veio o incentivo para as jovens se tornarem freiras no século XXI. Segundo ela, motivações que começaram ainda quando pequena, ouvindo a avó falar sobre os santos da dinastia húngara Arpadi, quando nasceu o desejo de se tornar uma santa: “não vale a pena viver por menos”, disse ela ao Papa. Aos 20 anos, porém, se questionava se realmente passaria a vida vestida de “viúva negra”. Mas o chamado de Jesus finalmente veio, com a ajuda de uma freira franciscana e de um dos padres escolápios durante um retiro jesuíta. Hoje, irmã Krisztina mora e dá aulas em Hódmezővásárhely, uma cidade no sudeste da Hungria, junto com outras seis irmãs.

Por fim, Dorina Pavelczak-Major, colaboradora da Comissão de Catequese da Conferência dos Bispos Húngaros, deu o seu testemunho em nome da grande comunidade de agentes pastorais leigos, ministros da liturgia da Palavra, ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, leitores, acólitos e catequistas. Ela contou da alegria do serviço realizado nos campos da educação católica, assistência social e de saúde e, ao mesmo tempo, é claro, da catequese, pela qual Dorina aproveitou para agradecer as disposições da Carta Apostólica “Antiquum Ministerium” do Papa Francisco que ajudam na evangelização: Todos os dias nos deparamos com o fato de que não há outra maneira de permanecer na humanidade a não ser seguir Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Salvador.”

 

Fonte:vaticannews

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