21 de setembro de 2020

Jundiaí /SP

O mal da Pornografia (5): Fugir das ocasiões de pecado

A luta contra a pornografia é uma das maiores na era moderna, tanto para adolescentes quanto adultos. Com a proliferação da internet e a chegada dos smartphones, o pecado se tornou extremamente acessível. O que significa que todos nós seremos atacados por pornografia e imagens do tipo de todo local, e devemos estar alertas.

Travar uma luta contra a pornografia, no contexto em que vivemos, parece tarefa impossível. A sensualidade está, praticamente, em todas as partes. Na TV, na internet, nas revistas, nas vitrines, nos outdoors. Nada escapa à tentação da luxúria. Nas escolas e na mídia divulgam-se amplamente que a sexualidade e sensualidade liberais são normais e devem ser exploradas pelos adolescentes e jovens para que desenvolvam o autoconhecimento, que não há nada de errado ou vergonhoso em explorar seu corpo. Com efeito, aqueles que procuram viver de maneira casta vêm-se encurralados dado ao excesso de imagens e, até mesmo, conversas apelativas. Por conseguinte, o homem e a virtude da santa pureza encontram-se separados por um muro, à primeira vista, intransponível. Todavia, não o é.

O grande remédio que Jesus recomendou aos apóstolos contra o pecado foi “vigiar e orar” para não cair em tentação. Duas coisas: rezar bastante, pedir ajuda de Deus, da Virgem Maria, de São José castíssimo, dos anjos e santos. Comungar, sempre que possível, e pedir a Jesus Eucarístico a graça dessa libertação. Sempre que houver uma queda, confessar-se, ainda que isso se repita, pois a confissão dá forças para vencer o vício. Converse com o confessor sobre o assunto, sem medo, ele está cansado de ouvir isso e pode ajudá-lo.

Um dos pontos mais indispensáveis para uma alma conseguir guardar perfeitamente a castidade é a fuga das ocasiões próximas de pecado. Já foi dito que “em matéria de castidade não há fortes nem fracos. Há prudentes ou imprudentes.” Ocasião próxima de pecado é a pessoa, coisa, lugar ou circunstância que atiça as paixões humanas, seduzindo a pessoa a pecar em virtude da fraqueza da natureza humana e da força de atração que o pecado exerce sobre nós depois da culpa original “Pode alguém caminhar sobre brasas sem queimar os próprios pés?” (Pv 6,28). Desta forma, ocasião de pecado geralmente se define assim: é uma circunstância externa que oferece ao homem oportunidade de pecar e solicita-o para o pecado.

Santo Agostinho gostava de lembrar que tudo o que invade a nossa alma entra pelas “janelas”, que são os sentidos: olhos, ouvidos, boca, mãos e nariz. Então, é preciso fechar as “janelas da alma” para que a tentação não entre por elas: “A vigilância é uma consequência da humildade como desconfiança de nós mesmos e do conhecimento dos perigos a que estamos expostos. Um homem prudente, obrigado a seguir um caminho resvaladio, orlado de precipícios, não avança às cegas; repara onde põe o pé” (Pe. R. P. Chaignon, S. J.. Meditações Sacerdotais, vol. II, 23).

Alguns podem pensar que é covardia fugir de ações que levam a pecar, e que teríamos que nos controlar. Mas é muito mais covarde não assumirmos nossas falhas, limitações e imperfeições e, uma vez assim assumidos, fugirmos daquilo que pode potencialmente nos afastar de Deus, afinal não necessitamos correr este risco de magoar a Deus e fazermos mal para nós mesmos. Evitarmos estas ocasiões portanto consiste em uma fuga correta do erro para nos aproximarmos de Deus.

Pe. Enéas de Camargo Bête

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