O mal da Pornografia (1): Conceito

Caríssimos irmãos, a indústria pornográfica já se tornou a sétima maior indústria dos Estados Unidos. O acesso é quase que instantâneo, barato e sigiloso, o que facilita seu uso. A pornografia, hoje, é uma praga que envenena a cabeça dos jovens e adultos, tornando-os viciados nisso. Ela destrói, entre tantas coisas, a vida da graça, a autoestima e os casamentos.

A palavra pornografia vem do grego e significa literalmente “escrever sobre prostituta”, contudo hoje a pornografia é a representação da nudez e do comportamento sexual humano com o objetivo de produzir excitamento sexual. Esta representação é feita através de imagens animadas (filmes, vídeos, computador), fotografias, desenhos, textos escritos ou falados.

A Igreja segue as palavras de Jesus Cristo (vide a Teologia do Corpo de São João Paulo II). Quando Jesus disse “Aquele que olhar para outra mulher e desejá-la, já cometeu adultério em seu coração” (Mt 5, 27-28), ele estava dizendo uma palavra dura, difícil, mas verdadeira. A Igreja é chamada de autoritária, mas não é. Ela não quer ter autoridade nenhuma para mudar as palavras de Jesus. Ela mantém as palavras de Jesus como são. É por isso que o Catecismo da Igreja Católica qualifica a pornografia como pecado grave: “A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros, para os exibir a terceiras pessoas, de modo deliberado. Ofende a castidade, porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos um ao outro. É um grave atentado contra a dignidade das pessoas intervenientes (atores, comerciantes, público), uma vez que cada um se torna para o outro objeto dum prazer vulgar e dum lucro ilícito. E faz mergulhar uns e outros na ilusão dum mundo fictício. É pecado grave” (n. 2354). Seguindo, pois, essa passagem bíblica e esse ensinamento do Catecismo, podemos ver que, moralmente falando, é errado ver qualquer tipo de pornografia, seja fora ou dentro do casamento, mesmo com o consentimento de ambas as partes, no caso do casamento.

A pornografia não tem nada a ver com amor, e sim com “coisificar” (termo tão caro nos ensinamentos da Teologia do Corpo) uma outra pessoa para o prazer pessoal e egoísta: “A sexualidade humana é facilmente ‘condicionada’. Quando alguém se acostuma a se excitar de um certo modo, com o passar do tempo ela tende a necessitar desse estímulo particular. Em outras palavras, uma vez que um homem se torna condicionado a ficar excitado usando a sexualidade impessoal e degradante oferecida pela pornografia, ele perde a habilidade de responder à expressão sexual real, normal, amorosa, e doadora-de-si-mesmo, seja no matrimônio, seja na vida celibatária. Ele terá se condicionado a associar o estímulo sexual com o ‘coisificar’ a outra pessoa (…) Certa vez li que pedir a um homem viciado em pornografia para encontrar a satisfação sexual na relação matrimonial saudável com sua esposa é como pedir a um alcoólatra para encontrar satisfação bebendo água. Simplesmente são coisas totalmente diferentes”(Mary Beth Bonacci. Porn: The Marriage Wrecker, p.127).

Se a sexualidade humana está, por sua própria índole natural, a serviço do amor, da vida e da comunhão de pessoas, não há de fato nada mais contrário à finalidade do ato sexual e à dignidade do ser humano do que o autoerotismo (masturbação), este “voltar-se sobre si mesmo” com uma complacência egoísta em que, ao mesmo tempo, o outro é visto como objeto de pura gratificação pessoal. O corpo humano é algo sagrado, criado por Deus, redimido por Cristo e feito para ser templo do Espírito Santo e sacrário vivo do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. A pornografia dissocia a sexualidade da entrega de si; a pornografia é a própria antítese do que é o amor.

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