11 de abril de 2021

Jundiaí /SP

O Enviado, a mensagem e a resposta

A Deus, o único sábio, por meio de Jesus Cristo, a glória, pelos séculos dos séculos. Amém!” (Rm 16,27).

 

Caríssimos leitores e leitoras: estamos às portas da grande celebração do Natal de Jesus. A Liturgia da Palavra do próximo domingo, o 4º Domingo do Advento, nos apresenta a anunciação da Encarnação do Verbo, feita pelo Arcanjo Gabriel à jovem Maria de Nazaré (cf. Lc 1,26-38).

O nome do anjo enviado a Maria tem origem na língua hebraica e significa “a força de Deus” ou “homem forte de Deus”. Deste modo, percebe-se que São Gabriel teve a importante missão de ser o mensageiro de Deus e levar à Virgem de Nazaré a grande notícia de ter sido ela a escolhida entre todas para ser a Mãe do Redentor da humanidade.

Fazendo um balanço da nossa própria caminhada de fé, seria bom que todos pudéssemos prestar atenção se estamos, de fato e na prática, sendo também mensageiros de Deus em meio à confusão do mundo atual. Será que numa sociedade na qual as notícias ruins e catastróficas parecem predominar, estamos fazendo a nossa parte, levando a Boa Notícia do Evangelho a todos os homens e mulheres que fazem parte do nosso dia a dia?

Por mais que São Gabriel Arcanjo mereça a nossa devoção, é necessário ressaltar que, mais importante que o mensageiro, é a mensagem da qual ele é o portador. O Messias tão aguardado por tantos séculos e finalmente encarnado no seio puríssimo da Virgem Maria, juntamente com a sua vitória sobre a morte, pela Ressurreição, é o evento mais importante da história humana.

Cabe a nós, portanto, cristãos e cristãs batizados, portadores de uma fé adulta, insistir no anúncio do Evangelho de Jesus Cristo na atualidade. “A fé é dom precioso de Deus”, afirma o Papa Francisco. “E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis” (Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2013).

Caríssimos leitores e leitoras: diante do acontecimento tão magnífico como é o nascimento de Cristo, ninguém pode ficar indiferente. As opções são apenas duas: cair na indiferença ou aceitar a presença de Jesus na nossa vida. Seguindo o exemplo de Maria, devemos todos dar o nosso “sim” ao Filho de Deus, dizendo “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1,38).

Por intermédio de Cristo, Deus fez conosco uma aliança eterna, que nada e ninguém pode destruir. Portanto, não deixemos que se perturbe o nosso coração por causa das tribulações presentes ou futuras. Se nos entregarmos confiantemente nas mãos de Deus, o Pai certamente nos conduzirá pelo caminho seguro da fé até a nossa chegada definitiva ao seu Reino que não tem fim.

Mesmo com as perdas e as tristezas que enfrentamos durante este ano tão conturbado por causa da pandemia, não podemos deixar que o nosso Natal seja de choro e tristeza. A mensagem do Evangelho e a presença de Jesus em nossa vida nos recordam que ainda é tempo de alegria e de esperança.

Sobretudo, não podemos permitir que as dificuldades atuais façam morrer em nós o espírito da caridade. A atenção e o cuidado ao próximo, nossos irmãos e irmãs, são sempre a vontade de Cristo a nosso respeito. Neste Natal, todos precisamos continuar atentos aos pequeninos de Jesus: os pobres, os órfãos, os doentes, os encarcerados, os abandonados, etc.

Caríssimos leitores e leitoras: certa vez, conta a Bíblia Sagrada, residindo num belo palácio de cedro, o rei Davi quis construir um grande edifício para servir de residência para Deus (cf. 2Sm 7,1-2). Porém, o Senhor quer muito mais que isso. Saibamos reservar um lugar especial para que Deus habite em nossa vida. A morada que o Senhor Jesus quer fazer em nós é o nosso coração.

Quando nasceu, o Cristo não escolheu morar num palácio luxuoso e em meio aos nobres e sábios de seu tempo. O Rei do Universo encarnou-se numa manjedoura, teve um bercinho de palha e foi aquecido pela respiração de animais. Aprendamos com a simplicidade e a humildade do Mestre.

Desejo a todos vocês e aos seus familiares um Santo e feliz Natal, repleto das mais efusivas bênçãos de Deus. Que o Menino Jesus possa abençoar todos os homens e mulheres de boa vontade, para que continuemos entoando juntos as glórias merecidas a Deus. Ofereço também os meus votos de uma ótima passagem de ano, rumo ao novo ano de 2021 muito abençoado.

E a todos abençoo.

Publicado no jornal A Federação em 17.12.2020.

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