Minha visita aos missionários em Roraima

“A minha preocupação de cada dia, a solicitude por todas as igrejas” (2Cor 11,28).

Prezados irmãos e irmãs da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:

Nos dias 12 a 19 de março deste ano visitei os missionários que atuam na nossa Igreja-Irmã de Roraima: Pe. Adeilson Rodrigues dos Santos, Pe. Edmilson de Abreu Silva, o seminarista vocacionado Diego Marques Araujo, o Diácono Permanente, Paulo Morais de Oliveira e sua esposa, Vera. Acompanhou-me Pe. Geraldo da Cruz Bicudo de Almeida, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e São José, em Jundiaí. Foram dias marcados por profundas experiências fraternas e convivência amiga. O Bispo Diocesano local é Dom Mário Antônio da Silva.

O primeiro impacto que Pe. Geraldo e eu tivemos ao chegarmos à capital de Roraima, Boa Vista, foi nos defrontar com a questão dramática dos imigrantes e refugiados venezuelanos.

Após a permanência em Boa Vista Pe. Geraldo e eu fomos aos locais da presença e atuação dos nossos missionários, na região sul da Diocese de Roraima. Eles cuidam de uma Paróquia formada por dois Municípios (São João da Baliza, com sete comunidades e São Luiz de Anauá, com oito comunidades) e da área missionária Santo Isidoro, no Município de Caroebe (com sete comunidades). Um dos maiores desafios que nossos missionários enfrentam são as grandes distâncias. De Boa Vista, pela BR 174 e pela BR 210, todas asfaltadas, ao primeiro Município de São Luiz de Anauá são 315 km; deste Município a São Luiz da Baliza, 12 km; e a Caroebe, mais 25 km. Já a distância entre as várias comunidades da área total atendida, geralmente ao longo de estradas vicinais, é muito grande, e os caminhos são todos sem asfalto e muito precários. Isto gera grandes gastos com combustível e com a manutenção dos meios de transporte. Os agentes pastorais são poucos e precisam de uma melhor formação e organização, apesar de desempenharem suas tarefas com eficácia, determinação e perseverança. A implantação da Pastoral dos Migrantes torna-se cada vez mais necessária, pois há um crescente fluxo de venezuelanos que estão, a cada dia, instalando-se nesses territórios. Outro desafio que constatamos é a necessidade da prioridade da Pastoral da Saúde. O atendimento aos enfermos (sobretudo no viés sacramental) ainda não está bem estruturado, devido à falta de agentes e à falta de consciência que o povo tem sobre a importância do Sacramento da Unção dos Enfermos. Observamos também que, nas celebrações da Santa Missa, pouquíssimas pessoas comungam: alguns pela falta de participação no Sacramento da Penitência e outros por impedimentos referentes à sua situação matrimonial.

Porém, inegavelmente são grandes a alegria, fidelidade e generosidade dos nossos missionários. Nos últimos tempos a participação nas celebrações tem aumentado. Também a participação dos jovens tem sido relevante: em todo o território atendido pelos nossos missionários há cinco grupos bem animados de jovens.

Queridos diocesanos: nesta viagem a nossa Igreja-Irmã de Roraima, sinceramente senti o que São Paulo experimentou pela comunidade de Corinto por ele fundada: em nome de Deus e da nossa Igreja Diocesana, senti a missão de animar e consolar os nossos missionários: Deus “nos consola em toda a nossa tribulação, para que possamos consolar os que se acham em alguma tribulação… E a nossa esperança a vosso respeito é firme, sabendo que sois participantes dos sofrimentos, assim também o sois da consolação” (2Cor 1,4.7). Nosso Jornal Diocesano O Verbo preparou uma reportagem especial sobre esta viagem (confira nas pp. 6 e 7).

Em meados deste ano (29 de maio a 09 de junho) pretendo visitar e “consolar” outro missionário nosso, Pe. Adriano Ferreira Rodrigues, em Pemba, Moçambique, África. Não podemos nos esquecer também do Pe. Luiz Antonio de Aguiar, missionário na Diocese de Yokohama, Japão, e que pretendo visitar um dia, como também de religiosas e famílias das Comunidades Neocatecumenais, nossos missionários por este mundo afora.

A eles e a todos abençoo.

Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano

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