Jovens de Jundiaí na JMJ – Panamá 2019

Entre os dias 22 e 27 de janeiro, aconteceu na Cidade do Panamá, capital do Panamá, país da América Central, a Jornada Mundial da Juventude que contou com a participação de mais de 700 mil jovens de todo o mundo.

Da Diocese de Jundiaí, quinhentos jovens estiveram presente neste grande encontro com o Papa Francisco. Depois de dois anos de muito trabalho e preparação espiritual, os jovens participaram de uma semana intensa de atividades, como catequeses, shows culturais, atividades esportivas e feiras vocacionais, além de anunciarem o Evangelho pelas ruas da Cidade do Panamá e por outras cidades por onde passaram, dando suas experiências do amor de Deus e testemunhando o Cristo Ressuscitado através de sua alegria, cantos e danças.

Na edição 514 do jornal O Verbo, cuja versão digital você pode baixar clicando aqui, o leitor pode conferir um resumo da Jornada Mundial da Juventude e parte do registro e relato dos jovens da Diocese que lá estiveram.

A seguir, trazemos todos os relatos e fotos que os jovens enviaram para o Setor de Comunicação da Diocese de Jundiaí. Confira:

“Foi uma experiência única na minha vida que veio para renovar a fé. Quando você vê jovens do mundo inteiro, com línguas diferentes, com costumes diferentes, todo mundo ali pelo mesmo fim que é o Cristo, é algo que renova a sua fé e te faz acreditar que coisas maiores e melhores estão por vir e foi algo extraordinário porque não tem explicação, só sentimento de gratidão a Deus e a Virgem Maria. Algo que quero viver de novo daqui três anos em Lisboa. Algo para marcar nossa vida como cristão e jovem.” – Pedro Henrique de Souza, Paróquia Nossa Senhora do Carmo/ Jundiaí.

“Viver essa Jornada foi uma experiência de sair do comodismo, superar limites, enfrentar alguns medos. Me marcou ter conseguido, mesmo a contragosto, aprender a obediência, o sacrifício, em alguns momentos, do que a minha vontade queria e poder ver que essas renúncias me proporcionaram nos Atos Centrais que participei, uma espiritualidade mais forte, em que pude sentir no coração, mais do que nunca, o alento e o consolo de Deus. E me sentir agradecida por ter aceito ao chamado que foi me dado” -Jaqueline Costa, Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus/ Jundiaí.

“O que mais me marcou foi o povo panamenho e acolhida da família, ver o Papa de pertinho e provar da providência de Deus que é encantadora!”- Giovanna Ábila Batista, Paróquia São José Operário/ Jundiaí.

“Essa JMJ veio para me mostrar o quão murmuradora sou e, mesmo assim, que Deus me ama imensamente. Deus agiu fortemente na minha vida me mostrando que os planos d’Ele são sempre os melhores e tudo o que eu queria que acontecesse era fruto do meu orgulho e não era bom para mim. O encontro com o Papa foi incrível e eu me senti imensamente abraçada e reconfortada por ele. O que mais me marcou nessa Jornada foi escutar todas as palavras e sinais me mostrando o quanto Deus me ama e faz bem todas as coisas e se eu deixar Ele agir, Ele vai providenciar e fazer uma história de salvação incrível para mim. Agradeço a Deus por essa oportunidade e que ‘faça-se em mim a sua palavra’” – Lia Mara de Faria Cieni, Paróquia Nova Jerusalém/ Jundiaí.

“Me preparei pra essa jornada com muita oração, muito trabalho pra poder arrecadar o dinheiro necessário, porque viemos eu e minha irmã. A experiência tem sido incrível porque eu tenho conseguido ver a Cristo nas pequenas coisas, nas famílias que nos têm acolhido, no exemplo de fé que elas são. Ver Cristo também nas dificuldades e ver que essas dificuldades só acontecem pra minha conversão e que muitas coisas que aconteceram foi para que meu coração ficasse preparado para ouvir as palavras do Santo Padre” – Sarah Maria Miranda Lima, Paróquia Nova Jerusalém/ Jundiaí.

“Tivemos muitos imprevistos e dificuldades para conseguir vir, mas isso faz parte do espírito de peregrinação, que é aceitar que a gente tem planos mas que Deus tem outros planos pra gente. Às vezes, a gente idealiza um pouco daquilo que é a peregrinação e Deus mostra que quem faz a história é Ele. Isso é que diferencia a peregrinação de uma viagem de turismo. A viagem você planeja, se prepara. Peregrinação a gente também se prepara, mas o que vai acontecer com você no dia de amanhã é algo que Deus te reserva não é algo que você planeja, isso faz parte de ser peregrino. Uma coisa que eu gostei bastante nessa Jornada foi a acolhida das famílias. A gente passou em Quito, no Equador, antes de vir pro Panamá e nas duas cidades que estivemos fomos acolhidos nas casas das famílias, então com todas as diferenças culturais, a barreira do idioma, mas todos muitos felizes em nos acolher.
A vigília com o Papa foi o ponto alto desta Jornada. No momento da Adoração do Santíssimo, eu senti que estava de coração aberto para receber as palavras do Papa e deu para sentir a presença de Deus naquele lugar. Queria agradecer bastante a nossa paróquia Nova Jerusalém, porque muito do que a gente fez pra Jornada partiu da paróquia. Agradecer todo o apoio do nosso pároco Pe. Leandro Megeto”- José Carlos Cieni Júnior, Paróquia Nova Jerusalém/ Jundiaí.

“Participar da JMJ é um sonho que estou realizando porque desde pequena meu avô me ensinou tudo da nossa Igreja, tudo da nossa fé, me ensinou a amar a nossa fé. Estar num Jornada Mundial da Juventude faz com que eu possa sentir que, mesmo que ele tendo partido há tanto tempo, ele está olhando por mim, intercedendo por mim o tempo todo. Quando eu era mais nova, eu assistia os encontro na televisão e ele sempre me falava que se eu fosse perseverante, se eu me mantivesse firme, rezando, um dia eu poderia estar lá, no meio de tantos jovens que saem de suas casas e podem se reunir em um único lugar por um único Deus. É uma graça muito grande estar aqui, participando de uma Jornada e tenho me sentido tocada em todos os momentos, vejo que Deus está presente em todas coisas e vejo que no pequeno, Deus se faz grande. É uma graça muito grande poder estar sendo acolhida por famílias que nunca conheci, famílias que dispõe a sua casa, o seu conforto pra estar nos acolhendo. Estou muito feliz, sinto que Deus pede minha conversão. Através das palavras do Papa, eu tenho esse chamado a ser melhor, fazer o bem sempre. Quero voltar para o Brasil dando testemunho dessa graças e fazendo o possível pra sempre anunciar o amor de Deus” – Bruna Stefhany da Silva, Paróquia Nova Jerusalém/ Jundiaí.

“Às vezes me questionam se eu sou doido em ser voluntário em uma Jornada, ou o que eu ganho com isso sendo seminarista no fim da formação. Acredito que só posso responder que o amor de Deus me impulsiona a gastar a minha vida para que outros tenham um encontro pessoal com Jesus da mesma forma que tive na Jornada de Madri em 2011.
Trabalhei três dias como informante em um Ponto de Informação junto de irmãos poloneses, colombianos, panamenhos, hondurenhos e brasileiros. E uma tarde auxiliando nas confissões no Campo do Perdão, onde centenas de pessoas se reconciliaram com Deus. Essas experiências somadas a convivência com muitos outros irmãos em nosso Centro de Acolhida me fez perceber que estou no caminho certo, ajudar  a salvar almas é a palavra de Deus a qual eu respondo como Maria, eis-me aqui, faça-se”– Eduardo Augusto Belão, Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro.

“A JMJ do Panamá, sem dúvidas, pode ser resumida em sacrifício, entrega e superação. Foi a Jornada em que vivi os maiores obstáculos e medos, me superei e consegui me entregar ao serviço de coração aberto. Tive a oportunidade de trabalhar no Parque do Perdão, conheci diversos peregrinos e padres brasileiros. Foram diversas conversas, confissões, conselhos recebidos, abraços e “obrigado” por representar o nosso País. Mas teve uma conversa com um padre da Comunidade Shalom que mais me tocou: “você deve se orgulhar em estar representando o nosso País, pode ter certeza que Deus está vendo o seu sacrifício e o quanto o ama, e que outros jovens se sentiram tocados pelo seu trabalho. Tenho certeza que ao final do dia, estará com seu coração e consciência tranquilos, pois Deus sabe o quanto se dedicou e se entregou ao chamado!”
E foi exatamente assim que encerrei mais uma JMJ, com o coração em paz, de dever cumprido e fé renovada!”– Jéssica Roberta Mendes, Paróquia Jesus de Nazaré/ Cabreúva.

“Nós ajudamos os jovens a se prepararem pra a Jornada, mas muito mais do que essa preparação, a questão financeira, é mostrar pra esses jovens que isso é um tempo para eles saírem do comodismo, do conforto da casa dos pais, da proteção dos pais, do apego às coisas deles, do celular, dar um tempo disso por uns dias para se colocar à disposição do Senhor, ouvir o que Deus quer falar pra eles, que todos nós temos dons e muitas graças que o Senhor nos dá e tem um plano para cada um de nós. Reconhecer isso na nossa vida requer um pouco de exercício e a JMJ ajuda neste sentido, que eles ouçam aquilo que Deus quer deles.
Temos passados algumas dificuldades que é natural das peregrinações, é importante que a gente passe privação de algumas coisas, caminhe um pouco, tenha um pouco de esgotamento físico e ai, de verdade, aparece aquilo que é vontade de Deus na nossa vida. Isto tem acontecido com esses jovens e também conosco, que ajudamos e recebemos de presente muitas coisas que o Senhor vai mostrando pra nós” – Luciano Bussi, responsável pelo grupo de jovens da Paróquia Nova Jerusalém/ Jundiaí.

“Chega ao fim mais uma Jornada Mundial da Juventude com mais um envio pelo Papa para todos os jovens saírem em missão para anunciar o Evangelho. Mas, mesmo depois de 15 dias em peregrinação, muitos de nós jovens nos perguntamos como podemos anunciar tudo o que vivemos.
Para mim, apesar de ser a quarta JMJ, a vinda ao Panamá foi especial: nunca havia experimentado o acolhimento nas casas de famílias. Na Colômbia, em Bogotá e Medellin, e também no Panamá, o amor visto nas casas dos que nos receberam foi o primeiro gesto desse amor que nos abraça em toda a Sua totalidade.
Na vigília, o Papa reforçou este meu sentimento. Ao anunciar que “só o que se ama pode ser salvo”, Francisco nos convida a ser
influencer de Deus seguindo o exemplo de Maria, a não estarmos somente conectados pelas redes sociais mas acolher a todos, aos debilitados, aos presos e aos jovens que sentem que já deixaram de existir para o outro.
No Encontro Vocacional com os iniciadores do Caminho Neocatecumental, não somente os 700 homens, 650 mulheres e 600 famílias se colocaram à disposição para ir anunciar esse amor a qualquer lugar do mundo com o serviço a Deus, mas também nós fomos convidados a amar as pessoas mais próximas, no trabalho, universidade e na família.
Desta forma que a Jornada nos mostra como devemos anunciar: acolhendo a todos com o mesmo amor que recebemos de Deus.
Dou graças ao Senhor por tudo que nos permitiu viver nesse tempo, e que possamos aproveitar os frutos dessa Jornada, fazendo -se na nossa vida segundo a Sua palavra.”

“Essa jornada tem sido muito especial e diferente, estou experimentando cada dia mais o quanto DEUS ME AMA!
Primeiro: leitura que foi aberta por acaso antes de irmos foi o EVANGELHO DO SEMEADOR, que Ele te dá o livre arbítrio para escolher onde sua semente deve cair!
Segundo: quando chegamos em Bogotá, fizemos as vésperas e Padre Fábio Faron
(presbítero brasileiro incardinado em Bogotá) abriu por acaso o EVANGELHO DO LEPROSO, no qual em sua homilia, dizia que hoje cada um era aquele leproso que não pode andar, que se acomodou no pecado!
Terceiro: chegando na EUCARISTIA EM MEDELLÍN, o EVANGELHO era claro. Maria dizia, deixai que ele faça sua vontade, que os noivos não se preocupassem com a falta do vinho e esse vinho se transformaria em vinho novo.”
Quarto: no seminário Redemptoris Mater de Medellín, o EVANGELHO dizia que antes que o galo cante três vezes, Pedro já tinha renegado Jesus.

Quinto: em uma das vésperas, a leitura que foi aberta por acaso era “PEÇA DIREITO EM MEU NOME QUE EU ATENDEREI”, que me colocou em questionamento onde até aquele momento todas as graças que eu pedia era pra me satisfazer da boca pra fora, não algo bom!
Sexto: em uma das laudes me questionava o POR QUÊ de muitas coisas e Deus me respondeu ESPERA EM DEUS! Todo homem é falso e mentiroso, COMO PODEREI RETRIBUIR TODOS OS BENS QUE O SENHOR TEM FEITO COMIGO?
Em uma Eucaristia, uma responsável vira pra mim como um anjo e diz “DEUS JÁ SABE DE TODA SUA HISTÓRIA.” A partir daquele momento eu abri meu coração e disse: “SENHOR, A TI EU ENTREGO A MINHA VIDA E MINHA HISTÓRIA, FAÇA EM MIM SEGUNDO A TUA VONTADE, NÃO A MINHA.”
E assim foi feito na Vigília com o Santo Padre quando ele disse: “A salvação que o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor” e foi assim que Ele surpreendeu Maria. “O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhezes, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhezes que Ele quer escrever esta história de amor.”(Palavras do Papa Francisco na Noite da Vigília de Oração). Interagindo com a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o “sim” Maria, “Faça-se em Mim”: Enquanto estiverem dispostos e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força transformadora do amor de Deus.”
“Coragem!” foi a palavra final do Papa:“Não tenham medo de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da Sua história de amor no mundo.”
E foi a partir dai que eu comecei a sentir algo muito diferente em mim, aquele medo me possuía, porém no Encontro Vocacional com os Iniciadores do Caminho Neocatecumenal, voltou a falar daquele leproso que estava cego, acomodado, que tinha toda a oportunidade de andar, mas preferiu colocar um venda nos olhos e sentar-se.
Nos minutos de oração eu abri meu coração e pedi: “Senhor a ti eu entrego a minha história, faça em mim o que quiseres.”

E foi assim que o fogo do Espírito Santo passou, me puxou e quando me dei conta já estava de joelhos no chão no altar!” – Giovanna Nicole Candido Carracci, Paróquia Nossa Senhora de Montenegro/ Jundiaí.

“Essa jornada começou há muito tempo quando nos preparávamos, há dois anos fazendo eventos, perscrutações e trabalhando em festas, mas o que tenho para falar é o quanto Deus tem gritado aos nossos jovens!
Tivemos a graça de poder passar uma semana na Colômbia em uma pré-JMJ e Deus começou a falar com voz forte, por meio de famílias que, muitas vezes, sem ter condições nos acolheram com amor, onde diziam que para eles éramos Cristo!
A jornada continuava e escutávamos de cada celebração, catequese ou testemunho, Deus dizendo o quanto nos amava, e nos amava tanto que nos mostrou a verdade sobre quanto medíocre somos!
Ele preparou tudo perfeitamente, nos mostrando a beleza de se ter um namoro santo, uma vida santa como presbítero ou esposa de Cristo. E por meio do nosso Santo Papa nos chama a viver o “HOJE” e nos convida a começar nossa conversão para que sejamos missionários , sem medo de dizer sim a uma vida sem planejamento e projetos, apenas um sim aos projetos de Deus, Maria uma vez disse sim e agora muitos jovens, inclusive de nossa paróquia deram esse mesmo sim no Encontro
Vocacional do Caminho Neocatecumenal.” – Lucas Henrique Paes Victorino.

“Uma peregrinação já começa a mostrar o agir de Deus desde a preparação. Para que meus irmãos da Paróquia e eu estivéssemos na JMJ Panamá 2019, muito trabalho foi feito… Porém, foi só pela misericórdia e providência de Deus que conseguimos alcançar essa graça. Cada irmão tinha seus problemas, além dos problemas em comum, como a dificuldade de conseguir o transporte.
Eu conheci o Caminho Neocacatecumenal quando ainda era criança, aos 6 anos meus pais entraram na comunidade, e depois de uns anos saíram. Assim que tive a idade, pude entrar na minha própria comunidade e consegui trazer meus pais de volta para o Caminho. Hoje o Senhor nos dá a graça de rezar as laudes juntos a cada manhã, e esse é um dos milagres do dia a dia. Nossa relação em casa se tornou mais madura. Todos os sábados eu reflito sobre onde eu estaria perdendo minha vida se o Senhor não tivesse me colocado na comunidade.
De forma pessoal, há alguns meses, eu dizia que não queria estar nessa peregrinação, mas sempre senti que PRECISAVA participar, e de certa forma o Senhor me atraiu e providenciou tudo para que eu conseguisse. Foram vários momentos de arrependimento depois do meu sim.
Muitos nos dizem que não é necessário ir para tão longe para ter um encontro com o Senhor, mas a única certeza que eu tenho é que por algum motivo Ele me tirou de Jundiaí para ouvir a voz Dele em lugares maravilhosos e com pessoas extremamente acolhedoras e humildes que fizeram me sentir em comunhão com a Igreja. Cada família tirou seus filhos de seus quartos para nos acomodar. Me emocionei com cada palavra que o Senhor preparou especialmente para mim e aos outros irmãos com quem ele nos reuniu. Todos os jovens tinham angústias e medos parecidos, que ao compartilhar seu testemunho, deixavam claro o quanto o amor de Deus se manifesta nos momentos em que menos merecemos.
Assim como eles, eu também saí do Brasil com o coração partido, sentia-me triste, desanimada e pouco amada. Eu não tinha expectativas de ouvir palavras de consolo. Nos primeiros dias eu já comecei a ouvir palavras de vida! No seminário Redemptoris Mater de Medellín, o seminarista nos disse que o motivo do nosso sofrimento é querer fazer a nossa vontade, e que se fizermos primeiro a vontade de Deus, Ele fará a nossa também. Uma questão que todos expuseram foi que todos nós jovens e adultos, chegamos em algum momento da nossa vida em que nos esgotamos de fazer a nossa vontade, porque seja qual for o lugar que buscamos a felicidade, ela não é encontrada, pois está escondida em Deus. Essa questão foi retomada várias vezes e está diretamente relacionada ao tema da jornada “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.Nessa jornada, tenho percebido que o motivo da minha angústia é porque eu tento fazer o papel de Deus na minha própria vida, e isso me distancia de Deus e de mim mesma. O Caminho tem feito de mim uma pessoa muito melhor, que pouco a pouco compreende e aceita minha história de vida.
Sempre ouvi que Deus me ama, porque Ele ama a todos, mas nesses dias de peregrinação, eu sentia todos os dias que Ele olhava para mim no meio daquela multidão e falava diretamente comigo.
O Papa Francisco nos deu palavras de ânimo que só vieram coroar toda a experiência vivida até o momento. O Encontro Vocacional fez com que eu me sentisse muito grata a Deus por fazer parte de sua Igreja e a emoção em ver tantos vocacionados foi indescritível. Da minha parte e de tantos irmãos que deram seus testemunhos, tenho total segurança para dizer que uma Jornada Mundial da Juventude é capaz de salvar vidas.” – 
Cibele, Paróquia São Roque/ Jundiaí

“Bom, não sei nem por onde começar… Essa foi minha primeira jornada, foram longos 8 dias fora de casa, mas estávamos ali com Deus, com certeza!
No primeiro dia fomos para Aparecida, e claro, deixei lá nas mãos de Deus minha vocação e depois de um longo dia estávamos a caminho do aeroporto. Nunca tinha viajado de avião e o medo tava pior ainda.

Logo quando chegamos no Panamá, soubemos que não iríamos ficar em alojamento, mas sim em casa de família. Isto já foi uma grande providência,e também soubemos que o Papa passaria com o papamóvel perto de onde fomos acolhidos (fomos acolhidos na igreja Nossa Senhora de Lourdes) e olha, tirei uma foto sensacional! Ele olhou pra mim e vi que era diferente estar ali com a presença dele. Logo depois, fomos para a casa. Eu e o Henrique, fomos acolhidos pelo Eric, ele estava sozinho, pois estava ali à trabalho, mas não se importou em abrir as portas de sua casa para os peregrinos.
O que me chamou mais atenção foram algumas catequeses e o dia da vigília!
Lembro que na vigília, quando o Santíssimo estava exposto, lembrei de tudo o que ouvi, tanto coisas boas quanto as ruins, e então chorei, mas chorei muito, e percebi que Deus realmente ama a gente! Você pode estar bem ou mal, nos melhores momentos ou nos piores momentos, Ele sempre vai estar ali, com você!

Lembro também de uma das catequeses, quando um dos catequista dizia:
“Se sentiu o chamado de Deus não tenha medo, vai, levanta e tenha essa grande experiência” 
E continuei pensando nisso, pensando bastante mesmo. E um pouco antes de ir ao Encontro Vocacional, tivemos um pouco da catequese do Shemá, foi incrível!
E então, fomos ao Encontro Vocacional do Caminho Neocatecumenal, e quando cantou “Estão rotas minhas ataduras”, fechei meus olhos e pensei:
“Senhor, se for de Tua vontade, faça-se em mim segundo a Tua palavra”.

E então fiz a vontade de Deus, levantei para o chamado vocacional! Não sei ao certo como será, mas sei que Deus está comigo, e espero que essa chama nunca se apague. 
Como disse um amigo meu:
“Você aproveitou a jornada, ouviu e fez a vontade de Deus”.
Por isso digo a todo mundo que está lendo isso, como diz no hino da jornada:
“Não tenham medo não! Não tenham medo! De levar o amor de Deus!”.
Com certeza fomos sal, luz e fermento para algumas pessoas, trouxemos muita alegria diante daquele lugar, seja gritando o nome de outro país, fazendo a festa no metrô, gritando 7×1 com a Alemanha ou até cantando no microfone de uma loja no centro da cidade uma música do Brasil. Sei que depois disso, as pessoas que não sabem quem é Deus, vão lembrar de toda a alegria que levamos para aquela cidade.” – 
Lucas Vinícius de Souza, Paróquia Nossa Senhora de Fátima/ Jundiaí.

Na página do Facebook da Diocese de Jundiaí, você confere o álbum da Jornada Mundial da Juventude com fotos enviadas pelos nossos jovens.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *