20 de abril de 2024

Jundiaí /SP

JMJ Lisboa 2023: Testemunhos dos nossos jovens

Nos dias da Jornada Mundial da Juventude (1º a 6 de agosto de 2023) os jovens do mundo inteiro tiveram a oportunidade de vivenciar inúmeros momentos de emoção, de alegria e de oração.

E essa experiência única são eles mesmos que testemunham. Abaixo confira os depoimentos de padres e jovens diocesanos que participaram da JMJ 2023, em Lisboa (Portugal).

E para saber mais, a edição 479 da Revista Diocesana O VERBO traz matéria completa sobre a JMJ/ Lisboa 2023.

 

“Por bondade de Deus, estive unido a milhares de peregrinos que se dirigiram a Lisboa para a celebração da Jornada Mundial da Juventude.
Como sempre, a Diocese de Jundiaí marcou presença através da participação de jovens de diversas paróquias e expressões paroquiais. Eu acompanhei um dos grupos de nossa Diocese, que reuniu jovens de algumas paróquias, entre elas, da Catedral Nossa Senhora do Desterro, onde fui pároco entre 2015 e 2018.
Acompanhar os jovens ao longo dos dias da JMJ foi uma feliz ocasião para um encontro, que é gratuito, conforme as próprias palavras do Santo Padre, um encontro gratuito com o amor do Senhor. E esta é a atmosfera de uma JMJ: milhares de pessoas, provenientes de muitos países, que experimentam gratuitamente o amor de Deus. E esta experiência é tão boa que é capaz de justificar tudo o que se passa num encontro de grandes proporções: transporte lotado, filas e mais filas para conseguir comer, dormir no chão e improvisar o banho, andar muito, enfrentar temperaturas altas.
Foi bonito demais ver a disposição contagiante do Santo Padre, e a força que brota de suas palavras.
A JMJ causa naturalmente um impacto vocacional e transformador, porque os jovens são contagiados a dar um passo a mais, e por isso surgem tantas vocações ao sacerdócio, à vida religiosa e ao matrimônio. E, ao mesmo tempo, o desejo de viver a vida nova suscitada pelo Espírito Santo. Em poucas palavras, a JMJ é um derramamento gratuito e inesgotável do amor de Deus”.

Padre Milton Rogério Vicente, Estudante no Colegio Mayor Echalar II, Espanha.

“FOI DEUS!
Passada a semana da Jornada, ainda grita no coração e na mente tudo o que foi vivido, com uma grande exclamação: FOI DEUS!
Passou uma semana, uma semana intensa, com a vontade de que durasse mais, de que a Jornada não fosse apenas os seis dias.
Mas a Jornada é mais, sempre mais! Continua onde estamos.
Há pressa no ar aqui de Roraima. Pressa de amar, pressa de anunciar, pressa de ser mais de Jesus. (não tem só calor).
E para quem duvida desses sentimentos, fica um convite, participe de uma Jornada! Lançar-se em Deus é colher lá na frente, a certeza de que foi Deus! Aliás, o fado cantado pela Mariza (Mariza é uma cantora fadista portuguesa) na acolhida do Papa Francisco expressa bem os sentimentos, foi Deus que fez tudo, deu a prata ao luar, o canto aos pássaros… a voz e o desejo de amar a Deus e os irmãos. Foi Deus que colocou no coração de São João Paulo II, foi Deus que inspirou os papas a continuarem a peregrinação das Jornadas, foi Deus que providenciou nossa ida, foi Deus! Sempre foi Deus!
Não sei a tempestade em que está, ou o desespero que passa nesse instante. A certeza que tenho, é que Jesus está com o braço estendido para te pegar como fez com São Pedro na tempestade.
Entregue -se ao Senhor, e poderás dizer sempre: foi Deus.
Tudo foi Deus, sempre foi Deus.”

Padre Eduardo Augusto Belão, Pe. Diocesano em missão na Diocese de Roraima.

 

“Para mim, a JMJ foi uma experiência magnífica. Pude com o meu grupo visitar vários lugares na Europa, na Espanha e em Portugal. (…) Em todos os lugares o que é comum é a beleza e contemplar aquilo que é belo me traz para junto de Deus. Eu me lembro que nosso pároco, Padre Leandro sempre diz e exorta a necessidade de nós enxergarmos a beleza das Igrejas, das catedrais, no interior e no exterior, como algo que é de Deus, como uma beleza santa, uma beleza sacra e não somente um museu. E poder conhecer tantos lugares me exortou a olhar para tudo isso como algo criado por Deus, como uma inspiração que um dia Deus fez no coração do homem… Muito me alegra também escutar as palavras do Santo Padre, além de rezar, estarmos preparados para podermos resplandecer a imagem de Jesus Cristo. Estar na graça.
O Santo Padre nos dizia para não termos medo. No mundo de hoje é muito difícil ter coragem, estar preparado porque o mundo nos aponta tantas coisas, o mundo quer apontar os erros da Igreja, quer questionar a nossa fé e não devemos temer e ter esta proximidade.
Poder ver o Santo Papa de perto, poder receber sua bênção, escutar suas palavras, ter este encontro de nações me fez ver acontecer o Pentecostes.
Viver este Pentecostes, ouvir todos proclamando a mesma palavra, a mesma alegria, a mesma fé, foi uma grande alegria. De fato, esta JMJ foi para mim uma imensa alegria, não apenas um sentimento, mas uma certeza de estar próximo de Deus, de receber esta palavra. E agora, me resta anunciar esta palavra ao mundo.
Sobre o discernimento da vocação, que é uma das primícias da jornada, e através das catequeses, de tantas palavras e do encontro vocacional, tive a graça de receber sinais claros de Deus sobre minha vocação. Deus me mostrou, através desses acontecimentos,  e me chamou ao matrimônio e, assim sendo, quero estar em Cristo tendo uma família, onde possa experimentar o verdadeiro amor. Deus me mostrou que o verdadeiro amor é fazer a sua vontade, e que assim seja em minha vida.”

Rafael Furigato Fogaça, Paróquia Nova Jerusalém, Jundiaí.

 

“Foi uma experiência simplesmente incrível ver todos aqueles jovens reunidos, com uma só voz, visitar todos aqueles templos, a sua importância para história e quanto aquilo moldava as nossas vidas. Uma experiência simplesmente inesquecível.”

Mauricio Biasin Filho, Paróquia Nova Jerusalém, Jundiaí.

“A peregrinação foi para mim um grande presente de Deus. Poder viver mais uma JMJ. Acredito que a Jornada é viver de forma concreta o Evangelho. Estar abandonado à providência de Deus, porque estamos em terras estrangeiras, sem saber como será, o que comeremos, o que vestiremos, mas com uma certeza, de que o Senhor passará e nos guiará. E também poder ver todos os jovens do mundo, de origens diferentes, rostos diferentes, mas com o mesmo propósito, falando a mesma língua: o testemunho do amor de Jesus Cristo. Lembrei-me dos discípulos no Cenáculo, em Pentecostes.

Outro sinal forte do amor de Deus foi a presença do Papa tão perto. Ele quis estar conosco, com os jovens; entender o que se passa com os jovens, fazer-se jovem para que possamos compreender o que Deus quer nos falar. Ouvir diversas vezes o Papa dizer ‘Jovens, não tenhais medo’, nos encorajando a seguir em frente, a levantar e partir apressadamente, como Maria fez. Ouvir que apenas uma coisa no mundo é gratuita: o amor de Jesus Cristo, o amor que Deus tem por nós.

A Jornada também nos proporcionou poder viver e conhecer locais santos, onde os santos viveram. Isso é algo que me encoraja a buscar a santidade e saber que é possível…”

Murilo Moreira De Oliveira, Paróquia Nova Jerusalém, Jundiaí.

 

 

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