Encontro pessoal com Cristo

Anualmente os presbíteros da Diocese de Jundiaí participam de Retiro Espiritual de cinco dias com o objetivo de vivenciar um momento de especial intimidade com Deus.  A prática se reveste do sentido de que todos nós precisamos de um tempo para fazer um exame de consciência. Ao se afastar das atividades diárias e da comunidade paroquial, é possível refletir sobre a existência e a busca do sentido da vida.

Neste ano, desde o dia 11 até o dia 15 de fevereiro, nosso Bispo Diocesano, Dom Vicente Costa, padres e diáconos transitórios reuniram-se no Seminário Santo Antônio, em Aldeia da Serra, na cidade de São Pedro (SP). A escolha do local em proximidade com a natureza proporcionou um clima de serenidade, de paz e de silêncio que permitiu a cada participante percorrer, na presença de Deus, os diversos sentidos da vida.

Para ajudar na condução dessa reflexão, Dom Vicente e a Pastoral Presbiteral, sob a coordenação do Padre Jorge Demarchi, convidaram para pregador do Retiro Dom Erwin Krautler, Bispo Emérito do Xingú (PA). O Prelado que também é coordenador da Rede Eclesial Pan-Amazônica, (REPAM-Brasil), e foi nomeado pelo Papa Francisco como conselheiro pré-sinodal para o Sínodo da Amazônia, que acontece no mês de outubro, em Roma, é grande defensor dos direitos e da dignidade dos menos favorecidos e tem travado verdadeira luta por um mundo mais justo e fraterno em que a solidariedade possa superar o egoísmo. Dom Erwin é defensor de uma Igreja missionária que anuncie, testemunhe, sirva e dialogue também com quem pensa em modo diferente. “Uma Igreja de pé no chão, que seja inserida na realidade de seu povo, que busque e encontre o povo exatamente onde vive, com suas angústias e alegrias”, disse em recente entrevista concedida ao site: vaticanews.

Aos presbíteros da Diocese, em meio a partilha de suas práticas e muitas histórias vividas na Amazônia desde 1965 quando foi enviado ao Xingú, aos 26 anos (em 2019, Dom Erwin completa 80 anos), o Bispo destacou que a evangelização deve ter quatro dimensões:

– o anúncio da Boa Nova da misericórdia, do amor, da fraternidade;

– o testemunho, que é muito mais do que simples palavras;

– o serviço, abnegado e generoso como o de Jesus;

– o diálogo, que pressupõe o respeito das diferenças e da opinião de quem pensa diferente de nós.

“Este é o modelo de Igreja missionária que leva a Boa Nova do Evangelho à Amazônia”, concluiu.

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