25 de setembro de 2021

Jundiaí /SP

Dedicação ao Mês da Bíblia completa 50 anos

A Igreja no Brasil inicia nesta quarta-feira, 1º de setembro, a 50ª edição do Mês da Bíblia.

Neste ano em que se celebra os 50 anos (1971-2021) da dedicação de setembro como o Mês da Bíblia na Igreja no Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ( CNBB) propõe o aprofundamento da Carta de São Paulo aos Gálatas e o lema “Pois todos vós sois Um só em Cristo Jesus”.

Como ações, foram preparados cinco Encontros Bíblicos na metodologia da Leitura Orante, já bem conhecida na Igreja no Brasil. Muitas reflexões e canções presentes nestes Encontros Bíblicos vão inspirar nossas comunidades a renovadas buscas pela unidade e pela reconciliação.

Inserida no Segundo Testamento após a Carta aos Romanos, a1ª e 2ª Carta aos Coríntios, a Carta aos Gálatas,  é endereçada não apenas a uma comunidade, mas a várias. Gálatas foi escrita por um Paulo profundamente indignado e irado diante das calúnias e ataques que “intrusos, falsos irmãos” (Gl 2,4) lhe desferiam pelas costas no meio das comunidades da região da Galácia, alegando que ele não era Apóstolo, que inclusive os não-judeus deveriam se circuncidar e cumprir a Lei judaica, como condição para participar das comunidades cristãs. Essas acusações e questionamentos ao seu Evangelho anunciado não afetavam apenas Paulo, mas caso não fossem desmascarados, podiam implodir as comunidades cristãs que se inspiravam no ensinamento e testemunho de Paulo.

Gálatas é Carta de resistência e de luta contra os ataques que afetavam as bases da vida em comunidade e da luta pela superação de relações sociais escravocratas e busca conquistar condições objetivas que viabilizem a construção de relações sociais de liberdade, de equidade e de respeito à dignidade da pessoa humana.

Carta aos Gálatas nos convida à superação de uma vida cristã fundamentalista e conclama-nos ao compromisso radical com o Evangelho de Jesus e a causa de todos os escravizados da história, o que exige abraçarmos pelo nosso modo de vida um estilo simples e austero, opção de classe e batalhar ao lado dos oobres na luta pela conquista de seus direitos: terra, teto, trabalho com salário justo, meio ambiental sustentável e superação de todos os preconceitos e discriminações.

Fonte: Instituto Humanistas Unisinus

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