24 de outubro de 2020

Jundiaí /SP

Arquivo e Biblioteca Apostólica da Santa Sé reabriram aos estudiosos

O Arquivo e a Biblioteca Apostólica do Vaticano reabriram no dia 1° de junho, após encerramento por causa da pandemia Covid-19.

Nesta reabertura, depois do encerramento a que “emergência de saúde obrigou”, por causa da pandemia do Covid-19, e que colocou a “maioria da equipe num regime de teletrabalho”, o Arquivo do Vaticano e a Biblioteca Apostólica da Santa Sé começam “uma reabertura gradual e limitada, como exigem as boas práticas”, declarou Dom José Tolentino Mendonça, arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica.

Desde 1° de junho, para os estudiosos e as visitas para consultas serão feitas por reserva online e com um regulamento específico.

“O encerramento imprevisível foi naturalmente um sofrimento para a Biblioteca e Arquivo Apostólico e para seus estudiosos, que subitamente mortificaram – no caso do Arquivo – uma dinâmica particularmente intensa de expectativas e atenção, associada a um nó historiográfico cuja relevância é reconhecida muito além do círculo restrito da comunidade científica”, assinala Dom José Tolentino Mendonça.

O cardeal português recorda que “toda crise pode ser uma oportunidade” e isso aplica-se “em particular a uma realidade” como a do Arquivo e a Biblioteca Apostólica que depende da “consciência histórica da Igreja com a aspiração de torná-la um bem público para toda a humanidade”.

As duas instituições da Santa Sé, explica o seu responsável, são ‘lugar social’ muito mais do que um espaço físico, “um contentor neutro, distribuidor automático de documentação, mas uma encruzilhada polifónica de instâncias, funções, preocupações, obrigações, interesses e oportunidades”.

Ouvir como um serviço à memória, abertura ao futuro como um exercício concreto de esperança, compromisso ativo como responsabilidade, são esses os princípios que nos permitem encontrar-nos com confiança recíproca e fraternidade autêntica, sabendo que todos somos mais medidos pela verdade do que medidores definitivos dela”, concluiu Dom José Tolentino.

Sobre a pandemia Covid-19 “disseminada em todo o mundo”, o Cardeal português lembra que não foi “interrompida por fronteiras políticas, econômicas e culturais” e “reabriu violentamente os olhos de uma sociedade cega pelo seu desempenho tecnológico e estrutural, sobre a vulnerabilidade intrínseca à condição humana, evidência nunca extinta no âmbito individual, mas decrescente no âmbito coletivo”.

O Papa Francisco criou Dom José Tolentino Mendonça como Cardeal no Consistório de 2019, no ano anterior, a 26 de junho de 2018, nomeou-o arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de Arcebispo; Nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965, foi ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018.

Fonte: vaticannews.va

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