A Cruz de Cristo e a preguiça do homem (VI)

A preguiça é uma doença da vontade que nos leva a negligenciar os deveres. Ela pode ser tanto física quanto espiritual. A física é manifestada na lentidão, na procrastinação, na indolência, na frouxidão etc. A espiritual, manifestada na passividade para com o melhoramento do caráter, na repugnância contra o que é espiritual, no apressado acúmulo de devoções, na mornidão e na falta de cultivo de virtude.

A vida e os ensinamentos de Jesus não emprestam base para o preguiçoso. “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em redenção de muitos” (Mt 20, 28). Ele nos ensinou a necessidade do trabalho para que não vivêssemos de ilusão, pois o trabalho mais importante é o de salvar almas, isso fica claro quando Ele diz: “Trabalhai não pelo pão que perece, mas por aquele que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará” (Jo 6, 27).

De onde virá a capacidade para o Céu se a negligenciarmos na terra? O Céu é somente para aqueles que trabalham por ele: nenhum trabalho está terminado até que tenhamos feito pela honra e glória de Deus. “Quer comais quer bebais ou façais qualquer coisa, fazei tudo para a glória Deus” (1Cor 10, 31).

Não poupemos tempo, pois quando os empréstimos dessa vida expiarem (acabarem), duas perguntas serão feitas: o mundo interrogará: “Quanto ele deixou?”; e os anjos: “Quanto trouxe com ele?”

Seminarista Edisandro de Lima Rocha

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *