A Cruz de Cristo e a luxúria dos homens (III)

A luxúria é um amor desordenado pelos prazeres da carne. Os prazeres corporais são proporcionados principalmente pela comida e pela atividade sexual. Estas atividades são secundárias, pois não tem perfeição em si. Sendo assim, luxúria é um amor pervertido que busca apenas o prazer, um amor egoísta que não pensa no bem do outro, mas somente no deleite próprio.

Para compreendermos a pedagogia de Jesus na reparação do pecado da luxúria, temos que ir com Ele até o Calvário, onde, em desagravo por todos os pensamentos e desejos impuros, Jesus recebeu uma coroa de espinhos; pelos pecados impudicos, Ele foi despojado de suas vestes; por toda a sensualidade da carne, quase Lhe foi arrancada a Sua Carne. A Escritura diz: “…desfigurado, não parecia homem nem tinha aspecto humano” de modo que “não tinha presença nem beleza para atrair nossos olhares, nem aspecto que nos cativasse” (Is 53, 2).

Diante da cruz, encontramo-nos com Maria que é Refúgio dos Pecadores, Ela sabe o que é o pecado, não por ter experimentado, não por ter provado os seus amargos arrependimentos, mas por ver o que o pecado fez com seu divino Filho. Madalena soube naquele dia que Maria era o Refúgio dos Pecadores, e certamente, em nossos dias, podemos aprender que se Ela teve por companheira Madalena (uma pecadora convertida), então está disposta a nos ter por companheiros agora.

Seminarista Edisandro de Lima Rocha

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