A Cruz de Cristo e a cobiça do homem (VII)

A cobiça é um amor desordenado pelas coisas desse mundo. O pecado da avareza inclui tanto a intenção que se tem na conquista de bens neste mundo, quanto a maneira de adquiri-los. O fato de um homem ter grande fortuna não se segue que seja avarento, pois as coisas materiais são legítimas e necessárias para viver. A fortuna buscada como fim último torna o homem avarento.

A avareza é ruinosa para o homem porque ela endurece o coração. O homem transforma naquilo que ele ama, e se ama o ouro, fica como ele – frio, duro e amarelo. Tirar o coração humano das coisas perecíveis e colocá-lo nos valores eternos da alma foi um dos motivos pelos quais Jesus visitou a terra. Seu ensinamento desde o começo foi não somente um aviso contra a cobiça, mas um apelo por uma confiança na Providência: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça corroem, onde os ladrões furtam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem a traça nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração” (Mt 6, 19-21).

A cobiça é considerada raiz de todos os pecados por semelhança com a árvore, a qual a raiz dá a toda o alimento. Por meio das riquezas o homem adquire a faculdade de cometer qualquer pecado, porque o dinheiro o ajuda a possuir quaisquer bens temporais (cf. Suma Teológica II-II, q. 119 a. 2).

Seminarista Edisandro de Lima Rocha

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