A 57ª Assembleia Geral da CNBB (I)

De 1º a 10 de maio deste ano aconteceu, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida do Santuário Nacional de Aparecida (SP), a 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Conferência é constituída por 309 Bispos na ativa, isto é, no pleno exercício de sua missão episcopal à frente de suas Dioceses, 171 Bispos Eméritos que já prestaram sua inestimável contribuição nas diversas Igrejas Particulares do Brasil, os Administradores Apostólicos e Diocesanos responsáveis por suas Dioceses à espera do novo Bispo Diocesano, como também representantes de organismos e pastorais da Igreja.

Na Igreja, os Bispos exercem uma missão muito importante: serem sinais de unidade e exemplo de serviço ao Povo de Deus a eles confiado. “Portanto, os Bispos receberam, com os seus colaboradores os presbíteros e diáconos, o encargo da comunidade, presidindo em lugar de Deus ao rebanho de que são pastores como mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado, ministros do governo” (Lumen Gentium, Constituição Dogmática “Sobre a Igreja”, do Concílio Vaticano II, n. 20c). Os Bispos fazem parte do Colégio Apostólico e, do mesmo modo que os apóstolos eram unidos a São Pedro, os Bispos estão unidos ao Papa, sucessor de São Pedro. É em nome de Jesus, o Bom Pastor (cf. Jo 10,11-18), que cada Bispo exerce a sua missão de ensinar, santificar e dirigir o rebanho de sua Diocese a ele confiado. Mas também o faz de forma colegial como quando se reúne em concílios, sínodos, conferências episcopais, assembleias, etc. Deste modo, a Igreja de Jesus Cristo é guiada pelos mares da história, atualizando o Evangelho de Jesus Cristo a cada época e superando os constantes desafios que surgem na sua caminhada, com o forte impulso da suave brisa do Espírito Santo. Disto se vê a extraordinária importância da Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, reunindo tantos participantes em nome do Senhor.

Queridos irmãos diocesanos: este ano a Assembleia Geral da CNBB foi especialmente marcante por dois motivos. Em primeiro lugar, porque após as últimas eleições gerais realizadas no mês de outubro do ano passado, quando se elegeram os deputados federais do Congresso Nacional, dois terços dos senadores do Senado Federal, governadores, além do Presidente e Vice-Presidente da República, o quadro político e social do Brasil mudou muito. Isto certamente exige da Igreja e dos seus pastores novas posturas e atitudes, a fim de que a Igreja, em nome do Evangelho e de sua Doutrina Social, possa contribuir de forma eficaz e profética para a construção da sociedade brasileira cada vez mais solidária, justa e fraterna.

Em segundo lugar, a 57ª Assembleia Geral da CNBB teve a grande tarefa de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023.

Outro momento marcante da 57ª Assembleia Geral da CNBB foi a eleição da nova presidência da CNBB para o próximo quadriênio, sendo que a presidência é composta de quatro membros: Presidente, dois Vice-Presidentes e Secretário-Geral. A Assembleia também elegeu 12 Presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e o delegado e o suplente junto ao Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) (veja o quadro completo do resultado destas eleições na pp. 07 desta edição do Jornal O Verbo).

No decorrer da Assembleia Geral foram tratados vários temas emergentes da vida da Igreja e da sociedade brasileira, e publicados vários pronunciados e estudos, sempre na perspectiva da evangelização, como por exemplo: “Mensagem ao povo brasileiro” (confira esta Mensagem na pp. 06 desta edição do Jornal O Verbo); a análise da conjuntura político-social e eclesial; a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos da Região Pan-amazônica, a ser realizada nos dias 6 a 27 do próximo mês de outubro, com o tema: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”; o Mês Missionário Extraordinário programado para o mês de outubro deste ano com o tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”; e os estudos: “Orientações pastorais para as mídias de inspiração católica” e “Liturgia e caridade”. Foi também decidido que a Campanha da Fraternidade do ano de 2021 será realizada em modalidade ecumênica.

Queridos diocesanos: na próxima edição do Jornal O Verbo dedicarei a “Palavra do Pastor” às novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023, pois desejo que a nossa Diocese conheça profundamente o plano de evangelização da Igreja no Brasil, tendo em vista a elaboração de nosso novo Plano Diocesano da Ação Evangelizadora.

E a todos abençoo.

Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano

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