19 de setembro de 2021

Jundiaí /SP

25 anos de falecimento da Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda

*Na foto, Maria de Lourdes com Dom Helder Câmara.

Neste dia 5 de maio de 2021, rezamos pela alma e pela beatificação da Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda que há 25 anos fazia sua Páscoa definitiva, falecendo na cidade de Salto, SP, cidade pertencente a Diocese de Jundiaí.

Em 29 de abril deste ano, a Diocese de Jundiaí noticiou que a Positio da Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda foi concluída e entregue à chancelaria da Congregação para as Causas dos Santos. Positio é um conjunto de documentos que apresenta todas as informações e provas relativas às virtudes da Serva de Deus. Com isso, o processo avança mais uma etapa, seguindo para a Congregação para as Causas dos Santos, presidida pelo Cardeal Dom Marcello Semeraro, que encaminhará a um relator desta Congregação que por sua vez, dará parecer positivo ou negativo sobre a causa.

Maria de Lourdes Guarda nasceu em 22 de novembro de 1926, em Salto. Filha de Innocêncio Guarda e Julia Froner Guarda, estudou no Colégio do Patrocínio, em Itu, pertencente às Irmãs de São José de Chambéry. Com 18 anos, já lecionava no Colégio da Congregação das Filhas de São José do Caburlotto, em Salto, e sonhava seguir na vida religiosa, porém, antes era preciso tratar um problema de saúde na coluna, lesão que lhe causava muitas dores.

Em 12 de agosto de 1947, passou pela primeira cirurgia na coluna, que não eliminou as dores, precisando submeter-se a novas cirurgias. Em cinco anos realizou seis intervenções que se configuraram como tentativas frustradas para fazê-la andar. Já com o pé direito gangrenando e outras complicações na coluna, teve a perna amputada acima do joelho. Os ossos dos quadris foram extraídos, o que provocou a atrofia e a imobilidade total da perna esquerda.

Ainda jovem, cheia de vida, com planos para o futuro, Maria de Lourdes viu-se totalmente imobilizada em uma cama, sem ao menos poder sentar-se, uma vez que foi necessário engessá-la com uma canaleta nas costas, do pescoço ao joelho.

Para pagar as diárias hospitalares no Hospital Matarazzo, na cidade de São Paulo, fazia tricôs e bordados. Seu quarto era um ponto de encontro, reunindo não só amigos, mas todas as pessoas que buscavam consolo e ajuda em suas necessidades.

A alegria e paz de espírito de Maria de Lourdes irradiavam a cada dia para além das paredes do quarto. Aceitando e assumindo a realidade de paraplégica, abriu espaço para acolher a graça de Deus. Sua frase emblemática era: “Nenhuma deficiência é impedimento para a vida”.

Engajada na Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência (FDC), movimento internacional, fundado na França em 1981, foi eleita Coordenadora Nacional do movimento, permanecendo até 1992. Viajou pelo Brasil e América Latina graças a doações de passagens, formando, em território nacional, mais de 250 grupos da Fraternidade.

Faleceu em 05 de maio de 1996, em Salto, e, em 30 de setembro de 2011, seus restos mortais, já considerada Serva de Deus, foram transladados para o altar da Sagrada Família, na igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora do Monte Serrat, em Salto.

 

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