1º Encontro Nacional de Formação para Atuação com Migrantes e Refugiados

Em parceria com o Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios (CSEM), a Cáritas Brasileira promoveu entre os dias 9 e 13 de abril, o 1º Encontro Nacional de Formação para Atuação com Migrantes e Refugiados. A iniciativa aconteceu em Boa Vista (RR), ponto de chegada de milhares de migrantes venezuelanos com o agravamento da crise política e econômica que o país enfrenta desde 2016, ano em que a Cáritas Brasileira também assumiu a temática do refúgio e da migração como área prioritária de sua ação nacional. (fonte: www.caritas.org.br).

O Secretário Executivo da Cáritas Brasileira Regional São Paulo, Toninho Evangelista, e a coordenadora da Cáritas Diocesana de Jundiaí, Maria Rosangela Moretti, participaram deste primeiro encontro, representando o Regional São Paulo, bom como, dois representantes de cada Regional da Cáritas Nacional.

Entre outros objetivos, o Encontro propôs a reflexão sobre a realidade migratória e os respectivos conceitos fundamentais, formar multiplicadores para atuação sobre a temática migratória e proporcionar oportunidade de partilha de metodologias e ferramentas para atuação no atendimento junto a migrantes e refugiados.

Foram cinco dias de intensa formação, vivências e troca de experiência, porém, o que se quer transmitir são os impactos da imersão na realidade, da vivência nas visitas ao Centro de Triagem, ao Centro de Migrante e Direitos Humanos de Roraima, aos abrigos e à Cáritas Diocesana de Roraima, que se estrutura a partir do grande clamor dos migrantes e refugiados vindos da Venezuela nos últimos dois anos, com entrada pelo Estado de Roraima.

Ao visitar na cidade de Boa Vista as estruturas de triagem e acolhimento para os migrantes venezuelanos, parcerias entre o Exército Brasileiro, organizações Internacionais, apoio Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e organizações nacionais, entre elas, a Cáritas Brasileira, Cáritas Diocesana de Roraima, foi possível observar a grande organização para atender com dignidade as necessidades básicas de milhares de pessoas. Inúmeros voluntários preparam mais de mil refeições por dia para a distribuição nos abrigos e na Rodoviária.

Mas toda essa estrutura não é suficiente para o atendimento de centenas que chegam todos os dias em busca de abrigo, emprego, moradia, alimentação, saúde. Diariamente mais de 300 pessoas são atendidas no Centro de Triagem, dezenas de famílias com mulheres grávidas e muitas crianças não conseguem ser acolhidas nos abrigos, pois estes já estão superlotados.

Ao mesmo tempo em que se acompanha o trabalho organizado e estruturado em Roraima, somos motivados a nos envolver com o programa de interiorização dos migrantes e refugiados venezuelanos. Um movimento necessário das comunidades cristãs de acatar a proposta do Papa Francisco que nos convida a assumir um compromisso para com os migrantes e refugiados, em acolher, proteger, promover e integrar. Um processo de mobilização de comunidades que possam assumir o cuidado para com uma ou mais famílias, acolhendo por um período, protegendo e garantindo direitos mínimos de sobrevivência e promovendo a inserção no mercado de trabalho, integrando-os a comunidade.

No site do Projeto Caminhos de Solidariedade da Diocese de Roraima, www.caminhosdesolidarieade.org.br, encontram-se todas as orientações para a adesão a proposta, como se pode contribuir para o atendimento dos migrantes e refugiados.

A mobilidade humana é um direito, muitos dos que  Migram ou pedem refúgio chegam ao país em situação de alta vulnerabilidade assim, somos chamados a uma ação concreta, um desafio em expressar a solidariedade e transformar a vida de uma família e de toda uma comunidade, pois a oportunidade de conviver com o migrante, na Cultura do Encontro, como diz o Papa Francisco na Campanha Mundial Compartilha a Viagem!

Maria Rosangela Moretti

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