Os frutos do Ano Nacional do Laicato na Diocese de Jundiaí − 2018

“Dou graças ao meu Deus, cada vez que me lembro de vós, sempre, em toda minha oração por cada um de vós. Com alegria que faço a oração, por causa da vossa comunhão no evangelho, desde o primeiro dia até agora” (Fl 1,3-6).

Prezados irmãos da Igreja de Deus que se faz presente na Diocese de Jundiaí:

No dia 26 de novembro do ano de 2017, em comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tive a alegria de inaugurar o Ano Nacional do Laicato em nossa querida e amada Igreja de Jundiaí.

Naquele memorável dia, motivei os diocesanos a abraçarem, à luz do Documento n. 105 da CNBB (Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade), a missão de serem “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14). Ao chegarmos ao final de mais um ano, apesar de tantos desafios e dificuldades encontrados, reconheço que caminhamos e muito.

Isso só foi possível, porque unido aos meus irmãos Padres e Diáconos, na comunhão e na fraternidade, reconhecemos que toda a ação pastoral-missionária não poderá alcançar os seus objetivos sem a presença e a atuação de tantos cristãos leigos na Igreja e na Sociedade.

Nesta edição do Jornal O Verbo, a última deste ano de 2018, na “Palavra do Pastor”, desejo destacar-lhes, queridos diocesanos, alguns momentos que vivemos ao longo do Ano Nacional do Laicato. Faço isto a partir das minhas palavras registradas na seção “Palavra do Pastor” do nosso Jornal O Verbo ao longo deste ano de 2018, pois considero importante fazer memória destes momentos marcantes, e, assim, deixar eternizado em nossos corações o compromisso que assumimos com Jesus de sermos seus discípulos apaixonados e missionários fervorosos no mundo em que vivemos. Eis algumas questões mais significativas sobre as quais comentei nos meus artigos:

1) “Uma Igreja que não ora e não prioriza a intimidade com seu Senhor não sabe experimentar também a reconciliação, o perdão, o respeito mútuo. Eis o meu primeiro anseio: que a nossa querida e amada Igreja de Jundiaí dê testemunho verdadeiro e transparente da nossa comunhão com Deus e da nossa comunhão fraterna para que todos saibam discernir, de fato, que Cristo vive em nós e nós nele (cf. Jo 13,35) (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 493).

2)Queridos irmãos diocesanos: podemos viver concretamente estas três atitudes – orar, jejuar e amar – para a Quaresma, participando ativamente da Campanha da Fraternidade que, neste ano, tem como tema: “Fraternidade e Superação da Violência”, e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8) (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 494).

3) “Se a Quaresma nos convoca à conversão, a Igreja exorta-nos a transformar a nossa vida cristã a partir de gestos concretos de fraternidade e solidariedade para com os irmãos que mais sofrem e carecem de vida digna” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 495).

4) “Creio que quanto mais os nossos presbíteros forem valorizados como pessoas humanas e como ministros ordenados a serviço do Povo de Deus, tanto mais teremos a alegria de contar com um presbitério diocesano unido, feliz e empenhado com a nobre missão que o Bom Deus lhes confiou” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 496).

5) “A recepção e a vivência dos Sacramentos do Batismo, da Crisma e da Primeira Eucaristia – os Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã − constituem um caminho constante e crescente do discipulado de Jesus Cristo” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 497).

6) “Os Redentoristas dedicam-se fundamentalmente à pregação das Missões Populares, ao atendimento dos mais desfavorecidos, à evangelização junto aos Santuários (além do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), é muito conhecida a atuação deles no Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO) e pelos meios de comunicação social” (Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 498).

7) “Apesar dos grandes desafios e as dificuldades pelos quais atravessa o país na área política e social, como também fatos que abalaram recentemente a vida interna da própria Igreja, é preciso reafirmar nossa fé na presença do Senhor em nossa história” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 499).

8) “Tenho certeza de que a escrita impressa, como é o Jornal Diocesano O Verbo, tem um papel muito importante a desempenhar ainda hoje. É evidente que o nosso jornal precisa ser renovado a cada momento, com acurado profissionalismo, com novas tecnologias e formatos, a fim de ser sempre aceito e valorizado cada vez mais por todos, respondendo aos anseios e necessidades de seus leitores” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 500).

9) “A Eucaristia é a força que nos transforma, nos enche de confiança e entusiasmo pelo Reino de Deus, e fortalece as nossas virtudes; estimula a nossa caminhada na história e na dedicação diária e constante de cada um aos seus próprios deveres, na família, no trabalho e no empenho social e comunitário” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 501).

10) “A identificação cristã com o esporte foi muito presente nos primórdios da Igreja, que se serve da prática da atividade esportiva, da disputa saudável, da busca pela superação como metáfora para o esforço da própria peregrinação na fé em Jesus Cristo, durante a vida” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 502).

11) “Os jovens são portadores de novas sensibilidades, percepção diferente do mundo e trazem muitas aspirações saudáveis. Trazem em seus corações um grande desejo de paz, de justiça, de tolerância, valorizam a família e, em geral, estão abertos a Deus” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 503).

12) “Na sua missão de evangelizar, a Igreja precisa acompanhar os idosos em suas múltiplas necessidades” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 504).

13) “A vocação, como o nome indica, é a resposta da pessoa humana à voz de Deus, dada de acordo com os dons, valores, capacidades e anseios pessoais para atingir um objetivo de vida realizador, no serviço prestado à comunidade humana. Portanto, trata-se de uma opção de vida, pela reflexão, orientação, oração e estímulo para um estado de vida que vai fazer a pessoa perceber-se plenamente realizada, contribuindo para a promoção do bem comum” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 505).

14) “Nós, cristãos, chamados a sermos discípulos missionários do Senhor Jesus, devemos estar convictos de que a família cristã nasce do Sacramento do Matrimônio, instituído por Jesus com a sua própria vida, oferecida pela salvação da humanidade”. (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 506).

15) “O mês da Bíblia deste ano propõe auxiliar apenas a leitura e o estudo da primeira parte literária do Livro da Sabedoria (Sb 1,1-6,21). Em linhas gerais, ao abordar o tema da sabedoria, a Sagrada Escritura, neste livro, toca num dos pontos mais importantes da nossa existência humana: qual o sentido da verdadeira sabedoria?” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 507).

16) “Para nós, cristãos e cristãs, o Evangelho, fonte inspiradora da Doutrina Social da Igreja, deve ser o critério a partir do qual queremos pensar a política” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 508).

17) “Queridos irmãos diocesanos: é importante lembrar que a missão nasce no coração da Trindade: Deus Pai envia o seu Filho único, cheio do Espírito Santo, para a salvação de toda a humanidade e do mundo, restabelecendo assim a paz e a comunhão com Deus, que o pecado tinha quebrado, e formando uma comunidade fraterna entre todos os povos e nações” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 509).

18) “Peçamos ao Senhor que inflame o coração da nossa juventude com o fogo do Espírito para que possa discernir e seguir os caminhos do Senhor. Assim seja”! (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 510).

19) “Também as nossas comunidades cristãs precisam progredir mais no reconhecimento e na valorização da vida e da missão dos leigos. Nesse sentido não posso deixar de citar uma das doenças que mais tem ‘freado’ a missão dos leigos: o clericalismo, atitude esta que consiste em uma funcionalização do laicato; tratando os leigos como ‘executores apenas de tarefas’, limitando as suas diversas iniciativas e esforços, anulando a sua personalidade, diminuindo e subestimando assim a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração de cada cristão e de cada cristã” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 511).

20) “As obras criadas pela inspiração religiosa transmitem a fé e a piedade que convêm à majestade da casa de Deus, da ‘igreja’, o templo material, tanto que o espaço litúrgico deve revelar o Cristo Encarnado, Sofredor e Glorioso (cf. Jo 2,21) em sua totalidade: Cabeça e membros” (“Palavra do Pastor”, Jornal O Verbo, Edição n. 512).

Queridos irmãos diocesanos: não posso deixar de destacar também alguns momentos alegres que vivemos no ano de 2018, e outros menos alegres. No início do ano dois Padres da Diocese partiram para a missão além-fronteiras: Padre Adriano Ferreira Rodrigues, para Pemba,  Moçambique, África, enquanto que Pe. Adeilson Rodrigues dos Santos, junto com o casal Diácono Paulo Morais de Oliveira e sua esposa, Vera Lúcia, iniciaram sua missão na Diocese de Roraima – RR. Alguns Padres passaram a fazer parte da nossa família presbiteral: Pe. Antonio Marcos Camargo (Paróquia São Paulo Apóstolo, Cajamar); Pe. Agostinho Félix Dalpian, CS, e Pe. Diógenes Casaril, CS (Paróquia Sagrado Coração de Jesus, Jundiaí); Dom Carlos Alberto Nogueira Filho, OSB e Dom Robson Medeiros Alves, OSB (Paróquia Nossa Senhora de Montenegro); Pe. João Paulo de Oliveira, CSsR, Pe. José Afonso Savassa, CSsR e Pe. Rodrigo José Arnoso Santos, CSsR (Paróquia Santuário Diocesano Senhor Bom Jesus) e Pe. Selvino Baldissera, SDS (Paróquia Nossa Senhora de Lourdes). Neste ano foi adquirido um terreno para abrigar a Casa dos Presbíteros São João Maria Vianney. Foi publicada a 500ª edição do nosso Jornal Diocesano O Verbo, como também as Normas e Diretrizes Diocesanas para a Preparação e Recepção aos Sacramentos da Iniciação à Vida Cristã. O projeto vocacional: “Cada Comunidade, uma Nova Vocação” foi lançado neste ano. A cidade de Jundiaí teve a alegria de sediar, nos dias 07 a 09 de setembro, o 17º Congresso da Região Sul do Encontro de Casais com Cristo (ECC) com a participação de 120 casais representantes de 74 Dioceses dos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Por fim, nossa Diocese foi agraciada com dois novos Padres: Pe. Rafael Silva Santos (21 de dezembro) e Pe. Daniel Bevilacqua Santos Romano (28 de dezembro) e quatro novos Diáconos Transitórios: Erickson Ramos da Silva, Elias Pavan, João Renan Paisca e Salathiel Westphalen de Souza (30 de dezembro).

Porém, no decorrer do ano de 2018, encontramos várias dificuldades e vivemos várias tristezas. Alguns deixaram a nossa convivência para receber a recompensa eterna por sua vida de serviço e doação ao Reino, entre eles: Cônego Godofredo Chantrain, OPraem, que, por muitos anos viveu seu ministério presbiteral na Paróquia Santuário Diocesano Senhor Bom Jesus (25 de junho), os Diáconos Permanentes Maury Antonio Pinto (27 de janeiro) e José Maria Ribeiro (19 de setembro), e o casal Pastro: José Maria (12 de julho de 2017) e Ana Maria (06 de maio).

Queridos irmãos diocesanos: quero reforçar que, apesar do Ano Nacional do Laicato ter se encerrado oficialmente no último dia 25 de novembro, a missão de anunciar o Evangelho não pode parar. A nossa querida e amada Diocese de Jundiaí continua em movimento e aberta à missão. Não nos esqueçamos: “o caminho se faz caminhando”, e, para que possamos atingir o objetivo é necessário que todos nós sejamos unidos “num só coração e numa só alma” (cf. At 4,32).

Não estamos sozinhos nesta caminhada. Contamos com a materna intercessão de Maria, a Senhora do Desterro, nossa santa Padroeira, que pelas estradas da vida, no decorrer do novo ano, certamente continuará a amparar-nos e a cuidar de nós.

A todos abençoo, desejando-lhes um novo ano repleto da graça do Senhor!

Dom Vicente Costa
Bispo Diocesano

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