Mês Missionário Extraordinário é apresentado aos bispos durante 56ª Assembleia Geral

Foi apresentado durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) o Mês Missionário Extraordinário, a ser realizado em outubro de 2019. Proclamado pelo papa Francisco, esta celebração ocorre por ocasião do centenário da Carta Apostólica de Bento XV, Maximum Illud.

Segundo o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão (MA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Interclesial, relembrando o pedido do santo padre, o objetivo do mês missionário extraordinário é despertar em medida maior a consciência da Missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral. “O objetivo é fazer com que em muitos países do mundo não seja apenas o dia da coleta das missões, mas seja todo um mês missionário. Celebrar, agradecer a Deus pelos missionários que já estão fora do Brasil e incentivar para que as comunidades, paróquias e dioceses sintam alegria de oferecer alguém”.

Durante a apresentação foi retomada a carta Maximun Illud, que quis dar novo impulso à responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho. Escrevia Bento XV: “Só o anúncio e a caridade do Senhor Jesus, difundidos com a santidade de vida e as boas obras, constituem o motivo da missão”.

“Bento XV deu um particular impulso à missão ad gentes, esforçando-se, com os meios conceituais e comunicativos de então, por despertar, especialmente no clero, a consciência missionária. Também como lembrava o papa Leão XIII, a missão se faz com os joelhos dos que rezam, as mãos dos que ajudam e os pés dos que partem. Eu ousaria acrescentar. A missão se faz com o coração dos que amam, o ouvido dos que escutam as realidades, os olhos dos que veem os sofrimentos e a inteligência daqueles que se abrem para compreender que a Igreja é por natureza missionária”, apresentou Dom Esmeraldo.

A proclamação do Mês Missionário pelo papa Francisco foi divulgada numa carta no dia 22 de outubro do ano passado. Nesta carta, o santo padre afirma que “a fim de corresponder a tal identidade e proclamar Jesus crucificado e ressuscitado por todos, como Salvador vivente, Misericórdia que salva, a Igreja, movida pelo Espírito Santo, deve – afirma também o Concílio – seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, de modo que comunique realmente o Senhor, modelo da humanidade renovada e imbuída de fraterno amor, sinceridade e espírito de paz, à qual todos aspiram”.

Ainda segundo o presidente da Comissão para Ação Pastoral: “cada Igreja particular terá sua criatividade, mas foi montada uma comissão pela CNBB que irá apontar e organizar um material e oferecer possibilidades para que todo o Brasil celebre com mais fervor esse mês missionário”.

Por padre Andrey Nicioli

Fonte: cnbb.org.br

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