Dom Gregório Paixão, bispo de Petrópolis (RJ), fala sobre os bens culturais da Igreja

No sexto e último Meeting Point da 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o bispo de Petrópolis (RJ) e integrante da Comissão Especial pra os Bens Culturais da CNBB, dom Gregório Paixão, falou aos jornalistas da importância da preservação desses patrimônios materiais e não materiais da Igreja.

Segundo o bispo, a maioria dos bens culturais ao redor do mundo estão ligados à religiosidade. “72% dos monumentos do mundo são artes religiosas, seja ela cristã ou de outras religiões. Os bens culturais fazem parte de um universo de homens e mulheres que queriam agradar a Deus através da beleza”, pontuou. Dom Gregório disse, ainda, que “a Igreja sempre teve uma preocupação inegável ao longo de mais de 2000 anos e está entre as instituições que mais colaborou para o desenvolvimento das artes”.

“Tomando parte daquilo que é próprio da cultura helênica dos gregos como também dos romanos, a passagem pelo gótico, logo após para o barroco e na atualidade arquitetura contemporânea, com o cuidado da Igreja na preservação daquilo que está a disposição do povo, é possível conhecer as grandes construções de basílicas em Roma construídas nos séculos III e IV, como também, ir para Igrejas ultramodernas como a Catedral de Brasília (DF), do arquiteto Oscar Niemayer”, declarou o bispo.

De acordo com dom Gregório Paixão, a Igreja tem consciência de que aquilo que foi dado para Deus pertence a todos e deve ser conservado. “A Igreja no Brasil teve uma preocupação muito grande ao longo dos séculos com seus patrimônios. Dentro desse âmbito, surgiu dentro da CNBB uma Comissão Especial para os Bens Culturais. Essa comissão não cuida apenas do patrimônio material como imagens, Igrejas e outras obras, mas também os bens imateriais, dando evidencia àquilo que a Igreja construiu espiritualmente ao longo dos séculos”, relatou.

Dom Gregório colocou que outra função da Comissão Especial para os Bens Culturais é auxiliar na proteção daquilo que ao longo dos séculos é vilipendiado. “O número de roubos de obras que vão para os países do continente europeu e para o oriente é imenso. Muitas dessas obras são Sacras e de uma grande importância espiritual”, completou.

Ao final do Meeting Point, o bispo lembrou também que o artigo sexto e sétimo do acordo Brasil-Santa Sé (2007), trata de assuntos ligados ao patrimônio cultural e que através desta Comissão Especial, a CNBB busca colaborar na educação do episcopado para a importância do patrimônio que não pertence apenas à Igreja, mas a todo o povo brasileiro.

 Fonte: cnbb.org.br

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