Diocese presente no XV Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos de Juventude

Nos dias 6 e 7 de setembro, aconteceu em Brasília, no Santuário Dom Bosco, o XV Encontro Nacional de Responsáveis Diocesanos de Juventude (ENRDJ). O evento, organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, contou com a participação de 200 assessores de diversas dioceses brasileiras e expressões juvenis.

Três foram os temas refletidos: A prevenção contra o suicídio, a Exortação Apostólica Christus Vivit, além de encaminhamentos dos regionais e da Pastoral Juvenil.

Ao final do encontro, Dom Antônio de Assis, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém (PA) e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil ( CNBB) destacou 10 pontos conclusivos, com horizontes e referências para a Pastoral Juvenil e suas expressões, são eles:

  1. Não existe Pastoral Juvenil sem o Foco em JESUS CRISTO: a meta é o Reino de DEUS, a civilização do Amor, em vista da vida Salvação! É preciso conhecer e apresentar a pessoa de Jesus Cristo! Se esse for o Centro, nos livramos do influxo das ideologias! É preciso mística profunda!
  2. A evangelização se encarna no CONTEXTO EXISTENCIAL do evangelizando: vai ao encontro dos seus problemas, sonhos, dores, inquietudes, carências… Para isso é preciso sair, ver, escutar, propor! Fiquemos atentos aos novos desafios juvenis, novos ambientes para evangelizar!
  3. Por causa da sua seriedade, a evangelização precisa de Projetualidade!  Precisamos crescer na cultura projetual! O projeto estimula a convergência, a comunhão!
  4. Não basta realizar atividades, é necessário cultivarmos uma mentalidade processual; nada é automático; é preciso passar de uma pastoral de eventos para uma pastoral de processos.
  5. A Pastoral Juvenil é pluridimensional; a evangelização deve ser integral. Não ficar somente na liturgia, nos sacramentos, na doutrina! Há muitas outras dimensões a serem cuidadas: social, missionária, moral, política, artística, lúdica…
  6. Para que não haja conflitos ou esquecimentos, mantenhamos estas quatro referências: Christus Vivit, Projeto Ide (CNBB – DGAE), o Plano Pastoral da Diocese (Setor Juventude), Carisma da Expressão Juvenil… Evite-se atividades desconexas, fragmentadas, conflitantes! Somos Igreja-comunhão!
  7. É necessário cuidar da dimensão pedagógica e pastoral dos processos e atividades; a realização de um evento ou a gestão de um processo não deve contrariar a sua finalidade maior. Evite-se “bagunça”, descontrole, desvios… manter o foco na finalidade do evento!
  8. Estimular em tudo o protagonismo juvenil! Mas em comunhão com a Igreja, respeitando exigências eclesiais; evitar o subjetivismo, voluntarismo, o democratismo!
  9. Evitar a centralização… Estimule-se o espírito de liderança de novos sujeitos e assessores. Promova-se a corresponsabilidade, o envolvimento. Estimular a formação de novos líderes!
  10. É necessário capacitar líderes para a gestão de conflitos – através da escuta, diálogo – fazendo preferência a princípios, valores…Evite-se rupturas, cismas, isolamento… Eduque-se para resiliência e a esperança!

O seminarista Rafael de Araújo representou a Diocese de Jundiaí no evento e declarou: “Nestes dois dias vivenciei belas experiências. O contato com diversas dioceses do nosso Brasil proporcionou partilhas e testemunhos que acabaram mostrando muitas realidades juvenis em nosso país. O tema sobre suicídio foi de extrema importância ajudando-me na minha formação e no meu acompanhamento com os jovens da diocese de Jundiaí; o suicídio é um assunto que requer atenção e formação. Sobre a Exortação Apostólica Christus Vivit percebemos a riqueza desde documento e a urgência de levá-lo até os nossos jovens. Não podemos descansar enquanto houver almas para evangelizar.” 

 

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