Caminhos de Solidariedade: Recomeço e Esperança

Dom Vicente Costa recebeu, na Cúria Diocesana de Jundiaí, as três famílias venezuelanas que estão sendo acolhidas pela Diocese. O encontro aconteceu em 29 de agosto e foi um momento de apresentação e boas-vindas, já que essa foi a primeira vez que o Bispo Diocesano esteve com as famílias desde que elas chegaram, em 5 de agosto.

Elas estavam acompanhadas de representantes das entidades que estão se mobilizando para dar apoio e atender às necessidades destes venezuelanos que chegam ao Brasil em situação de vulnerabilidade em função da crise econômica e humanitária em que a Venezuela se encontra.
Em uma roda de conversa, Dom Vicente se apresentou recordando que ele mesmo é um estrangeiro em terras brasileiras: o Bispo de Jundiaí nasceu em Malta e está no Brasil há 50 anos. Ele aproveitou para agradecer aqueles que estão trabalhando em prol destas famílias: “Agradeço a Cáritas e as pessoas que acolheram vocês. Para nós, é uma grande alegria, como cristãos, poder acolher vocês, mostrando que diante de Deus não há distinção de raça, religião, nacionalidade. Somos todos irmãos e irmãs”.

Falando em “portunhol”, cada família se apresentou para o Bispo contanto um pouco de como foi a chegada e acolhida na Diocese. Depois, os representantes das entidades também contaram como estão se articulando para que nada falte aos venezuelanos.

Esta mobilização é encabeçada pela Cáritas Diocesana de Jundiaí dentro do Programa Nacional ‘Caminhos de Solidariedade’ implementado pela Cáritas da Diocese de Roraima. Para acolher estas famílias foi montada uma rede de apoio da qual fazem parte entidades assistenciais ligadas a Igreja Católica como Sociedade São Vicente de Paulo, a Cáritas Diocesana e a Cáritas Paroquial Nossa Senhora Mãe dos Homens e Santo Antônio de Pádua, de Louveira, contando ainda com a ajuda de voluntários e outras organizações como o Centro Scalabriniano de Promoção do Migrante (CESPROM), Pastoral do Migrante e Serviço de Obras Sociais (SOS).

Elaine Cristina Oliveira Cardoso de Sá, da Sociedade São Vicente de Paulo de Jundiaí, revelou que a proposta de acolhida das famílias foi recebida com entusiasmo, porém, ao mesmo tempo “Existia um certo temor de que nós não seríamos capazes de fazer todo o necessário, mas a rede que foi criada é muito bem estruturada com uma instituição completando a outra”. Além do trabalho conjunto, a empatia tem sido outro fator motivador: “Quando as famílias chegaram, nós ficamos muito emocionados, primeiro porque nós nos colocamos no lugar deles que deixaram tudo o que tinham para recomeçar do zero. Para nós, ver cada conquista deles é uma vitória pra gente também. Eu falo que, assim que a gente conseguir estruturar essas três famílias, vamos trazer mais três, porque são tantas que estão precisando. Estas famílias que vieram tem muita garra, muita vontade desse recomeço e isso nos motiva a querer ajudar mais”, diz Elaine emocionada.

Ao final do encontro, cada família recebeu de Dom Vicente, a Bíblia Sagrada, “para que aprendam o português lendo a Palavra de Deus”, sugeriu o Bispo. Em seguida, todos saíram para confraternizar saboreando um caprichado café da tarde.

Programa Nacional Caminhos de Solidariedade

O Brasil faz fronteira com a Venezuela pela cidade de Pacaraima que fica ao norte do estado de Roraima, de forma que o estado tem sido ponto de chegada de muitos venezuelanos que tentam fugir da crise econômica e humanitária que tem devastado o país. Essa onda migratória tem gerado uma crise também no estado brasileiro.

Em vista disso, a Cáritas Diocesana de Roraima desenvolveu o Programa Nacional Caminhos de Solidariedade com o objetivo de contribuir para acolhida e integração dos venezuelanos que chegam ao Brasil em situação de vulnerabilidade social.

O projeto desenvolve diversas ações, entre eles o envio de famílias para outras cidades brasileiras para que tenham melhores condições de vida. O trabalho é feito em duas frentes: as Dioceses fazem o cadastro no Programa dizendo quantos podem acolher e se comprometendo a ajudar e apoiar estas pessoas por pelo menos três meses, até que tenham condições de se sustentarem e os venezuelanos que querem sair de Roraima também se inscrevem e entram na lista para serem enviados.

Segundo informações da Cáritas de Roraima, entre janeiro e julho de 2019, 347 imigrantes foram enviados a 11 Dioceses do Brasil. Para saber mais sobre o projeto, acesse: www.caminhosdesolidariedade.org.br.

Confira a matéria completa, que inclui o testemunho das três famílias, no jornal O VERBO edição 529-1ª Quinzena de Setembro 2019, na sua paróquia, ou aqui mesmo neste site oficial da diocese: 

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